Internacional Protestos por morte de cantor terminam com 81 mortos na Etiópia

Protestos por morte de cantor terminam com 81 mortos na Etiópia

Famoso por suas canções de protesto político pró-Oromia, Hundessa Hachalu, de 34 anos, foi morto a tiros no bairro Akaki Kality em Adis Abeba

  • Internacional | Da EFE

Hachalu Hundessa era um cantor da etnia oromo que é majoritária na Etiópia

Hachalu Hundessa era um cantor da etnia oromo que é majoritária na Etiópia

Reprodução/ Youtube

Pelo menos 81 pessoas morreram durante os protestos que abalaram a Etiópia após a morte do popular cantor e compositor oromo Hachalu Hundessa, ocorrida na última segunda, de acordo com informações divulgadas hoje pela polícia na região de Oromia, onde vive o maior grupo étnico do país.

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Todos os óbitos ocorreram na região, que inclui a capital etíope, Adis Abeba, disse à imprensa local o delegado da Comissão de Polícia de Oromia, Ararsa Merdassa.

Segundo Ararsa, 78 das vítimas eram civis e as outras três integravam as forças de segurança, e sete dessas pessoas morreram em em Adis Abeba.

Famoso por suas canções de protesto político pró-Oromia, Hachalu, de 34 anos, foi morto a tiros no bairro Akaki Kality, na região sul da capital etíope. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Embora a polícia tenha aberto uma investigação e vários suspeitos estejam sob custódia, protestos violentos de apoiadores do cantor têm sido repetidos em Adis Abeba e outras cidades de Oromia, onde o acesso à internet tem sido restrito.

Três artefatos explodiram na capital nesta terça, mas ainda não se sabe se causaram algum acidente. Cerca de 30 pessoas foram presas, incluindo o líder opositor oromo, Bekele Gerba, e o conhecido ativista étnico Jawar Mohammed.

O assassinato do cantor, que havia revelado que vinha recebendo ameaças de morte e cujo funeral será realizado nesta quinta-feira, foi condenado pelo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, da mesma etnia.

A letra de Hachalu frequentemente abordava os direitos dos oromos e desempenhava um papel importante na onda de protestos que levou à ascensão ao poder da Abiy, em abril de 2018.

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