Internacional Putin acusa Otan de tentar criar um eixo global como a Alemanha nazista

Putin acusa Otan de tentar criar um eixo global como a Alemanha nazista

Ao mesmo tempo, Putin negou que Rússia e China estejam forjando uma 'aliança militar'

Agência EFE
Putin anunciou que em 3 de abril começará o treinamento dos militares bielorrussos

Putin anunciou que em 3 de abril começará o treinamento dos militares bielorrussos

Gavriil GRIGOROV / SPUTNIK / AFP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a Otan neste domingo (26) de tentar criar um eixo global à imagem e semelhança da Alemanha nazista com a Itália e o Japão na década de 1930, uma aliança que levou à Segunda Guerra Mundial.

"O que os Estados Unidos fazem? Criam novas e novas alianças, o que dá argumentos aos analistas ocidentais para falar sobre o Ocidente construir novos eixos", disse Putin em declarações à televisão pública russa.

O presidente russo recordou que, de acordo com a nova concepção aliada aprovada em 2022, a Otan pretende “desenvolver relações com os países da região da Ásia-Pacífico”, o que incluiria Nova Zelândia, Austrália e Coreia do Sul.

"E eles asseguram que vão criar uma Otan global. Mas o que é isso? No início do ano, o Reino Unido e o Japão, se não me engano, assinaram um acordo (...) para estabelecer contatos e desenvolver laços no terreno militar", afirmou.

Por todas essas razões, “os analistas ocidentais, e não nós, dizem que o Ocidente está começando a construir um novo eixo semelhante ao criado na década de 1930 pelos regimes fascistas de Alemanha, Itália e o militarista Japão”.

Ao mesmo tempo, Putin negou que Rússia e China estejam forjando uma "aliança militar", embora tenha reconhecido que há cooperação no campo técnico-militar.

"Não escondemos nada. É tudo transparente, não há nada secreto (...), fazemos exercícios militares. Aliás, não só com a China, mas também com outros países continuamos a fazê-los apesar dos acontecimentos em Donbass, Zaporizhzhya e Kherson”, declarou.

Além disso, rechaçou as acusações de que tal relação estratégica é uma ameaça para terceiros países, o que Putin e seu homólogo chinês, Xi Jinping, deixaram claro na declaração política conjunta emitida durante a visita de Estado do primeiro à Rússia no início desta semana.

Na primeira parte da mesma entrevista, transmitida no sábado, Putin anunciou um acordo com Belarus, país que faz fronteira com a Ucrânia, para a implementação em seu território de armas nucleares táticas.

Putin anunciou que em 3 de abril começará o treinamento dos militares bielorrussos e em 1º de julho estará construído o silo subterrâneo para abrigar as referidas armas.

Inicialmente, alegou que o estopim dessa decisão foram os planos britânicos de fornecer a Kiev munições com urânio empobrecido, embora depois tenha admitido que os EUA fazem a mesma coisa há décadas na Europa e que o líder bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, havia pedido pela implementação das armas em várias ocasiões.

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