Internacional Putin acusa Ucrânia de 'crimes de guerra' em conversa com Macron

Putin acusa Ucrânia de 'crimes de guerra' em conversa com Macron

Presidente russo afirmou que soldados do país estão cumprindo esforços para retirada de civis por corredores humanitários

AFP
Vladimir Putin em discurso realizado em estádio na Rússia

Vladimir Putin em discurso realizado em estádio na Rússia

Mikhail Klimentyev/Sputnik/AFP - 18.3.2022

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao colega francês Emmanuel Macron na quarta-feira (16) que as forças ucranianas são culpadas de "vários crimes de guerra" e que as tropas russas estão fazendo "todo o possível" para evitar a morte de civis, segundo o Kremlin.

Nessa conversa, "chamou-se a atenção para os muitos crimes de guerra cometidos diariamente pelas forças de segurança ucranianas".

Sobre esse tema, foram apontados, "em particular, ataques maciços de foguetes e artilharia em cidades no Donbass", região no leste da Ucrânia em parte controlada por separatistas pró-Rússia, disse o Kremlin em comunicado.

Putin afirmou a Macron que os militares russos estão "fazendo todo o possível para preservar a vida de civis pacíficos, incluindo a organização de corredores humanitários para sua saída segura", segundo Moscou.

No telefonema, que foi uma "iniciativa francesa", observou a fonte presidencial russa, os dois líderes também discutiram as negociações em andamento entre Moscou e Kiev para encerrar o conflito militar na Ucrânia.

Em contrapartida, Macron expressou nesta sexta-feira (18) a Vladimir Putin sua "extrema preocupação" com a situação em Mariupol, cidade no sudeste da Ucrânia bombardeada pelo Exército russo, e pediu "o levantamento do cerco", indicou o Eliseu.

Durante uma nova conversa telefônica entre os presidentes francês e russo, que durou 1h10, Macron "exigiu novamente o respeito imediato de um cessar-fogo" na Ucrânia, disse a Presidência.

O francês pôs sobre a mesa "a deterioração da situação, a continuação dos ataques que atingem civis e o desrespeito do direito humanitário".

Em relação ao porto de Mariupol, "pediu medidas concretas e verificáveis para o levantamento do cerco, acesso humanitário e um cessar-fogo imediato".

As autoridades ucranianas acusaram na quarta-feira a Força Aérea russa de ter "conscientemente" bombardeado um teatro utilizado por centenas de habitantes como abrigo.

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, anunciou que "centenas" de pessoas estavam sob os escombros, enquanto mais de 130 foram salvas. De acordo com uma primeira avaliação da prefeitura, o bombardeio causou pelo menos um ferido em estado grave, mas nenhuma morte.

A prefeitura de Mariupol informou que a situação na cidade é "crítica", com bombardeios russos "ininterruptos" e destruição "colossal".

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