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‘Putin explora bastante a simpatia que Trump tem por ele’, afirma especialista

Após doação de US$ 1 bi da Rússia para o Conselho da Paz, analista cita ainda passagem de livro que diz: ‘Trump acha que o Putin é amigo dele’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia pretende doar US$ 1 bilhão em ativos congelados ao Conselho de Paz criado por Donald Trump.
  • Analista acredita que Putin busca aproximar-se de Trump para distanciar o ex-presidente americano de Zelensky.
  • Fancelli destaca que a Rússia não se submeterá facilmente a uma nova organização controlada por Trump.
  • A relação entre Trump e Putin demonstra uma simpatia maior do que ambos gostariam que fosse revelada.

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Os ativos russos congelados têm sido motivo de discussão há muito tempo, desde que a Europa propôs utilizá-los para auxiliar a Ucrânia. Recentemente essa história teve um novo capítulo inesperado, quando o próprio Vladimir Putin afirmou que a Rússia iria doar cerca de US$ 1 bilhão em ativos congelados para o Conselho de Paz criado por Donald Trump nesta quarta (21). A quantia serve como uma maneira de garantir um assento permanente na nova organização.

Putin afirmou que a Rússia poderia doar o dinheiro devido à relação especial com o povo da Palestina, mas segundo Uriã Fancelli, analista de relações internacionais entrevistado durante o Conexão Record News desta quinta (21), a decisão é uma tentativa do líder russo de se aproximar ainda mais de Trump visando um distanciamento maior entre o norte-americano e Volodymyr Zelensky.


Putin busca aliança com Trump, que já demonstrou admiração pelo líder russo REPRODUÇÃO/RECORD NEWS - 21.11.2024

Ainda assim, Fancelli é realista: “A última coisa que a Rússia quer, [...] é ver um órgão como o Conselho de Paz substituindo o Conselho de Segurança onde ela está de igual para igual com os EUA. [...] Quem imagina que a Rússia vai se submeter a ser apenas mais um membro de um órgão no qual o Trump é quem manda em tudo [...] essas pessoas estão muito enganadas”.

Ao ser questionado sobre a relação entre os dois presidentes, o entrevistado afirma que, embora eles tenham embates eventuais, Trump sempre retrocede nas acusações. E, desde que reassumiu a Casa Branca, o presidente norte-americano tem tomado atitudes que agradam ao líder do Kremlin no contexto da guerra contra a Ucrânia.


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“Em determinado momento, o Donald Trump chegou inclusive a congelar o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, o que acabou tendo consequência imediata no terreno para aqueles soldados que estavam ali na linha de frente. Então o Putin explora bastante essa simpatia que o Trump tem por ele”, analisa.

O analista menciona que outras pessoas notam simpatia entre ambos, como um dos ex-assessores do líder, John Bolton: “Ele escreveu um livro relatando a maneira como o Donald Trump admirava o Putin, inclusive ele diz que Trump acha que o Putin é amigo dele”.


Fancelli relembra ainda uma situação em que o norte-americano foi questionado por um jornalista sobre o possível envolvimento de Putin nos resultados das eleições de 2016 a favor da vitória do republicano, que respondeu que não havia motivos para desconfiar do russo.

“Ele preferiu, diante de toda a imprensa mundial e de aliados, dizer que acreditava mais na Rússia do que na própria inteligência norte-americana. Eu acho que isso dá um pouco de pista sobre como é essa relação [...] há uma simpatia muito maior do que ambos gostariam que o mundo soubesse que é”.

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