Quais foram as ondas de calor mais mortais da história
Alta temperatura afeta a saúde pública, economia e meio ambiente, com riscos para a produção agrícola e os sistemas de energia
Internacional|Do R7
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Cidades brasileiras estão enfrentando ondas de calor neste final de ano com casos que incluem recordes de temperatura. O fenômeno não é um caso isolado ao verão no nosso país e segue uma tendência mundial. Especialistas apontam que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos mais severos, colocando milhões de vidas em risco.
Ondas de calor são períodos prolongados de temperaturas extremamente altas, geralmente acima da média histórica de determinada região. Elas são causadas por sistemas de alta pressão que bloqueiam a formação de nuvens e impedem o resfriamento do ar.
A ONU (Organização das Nações Unidas) diz que atividades humanas, como a emissão de gases de efeito estufa, têm contribuído para o aumento das temperaturas globais, tornando as ondas de calor mais comuns e perigosas.
De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), é praticamente certo que as temperaturas extremas aumentaram em frequência e intensidade desde a década de 1950.
O impacto disso é sentido na saúde pública, na economia e no meio ambiente, com riscos de incêndios florestais, queda na produtividade agrícola e sobrecarga nos sistemas de energia ao redor do mundo.
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As ondas de calor mais mortais da história
Grécia, 1987
Em julho de 1987, a Grécia foi assolada por uma onda de calor devastadora. Com temperaturas superiores a 45°C, hospitais registraram um aumento exponencial de internações por insolação e desidratação. No total, mais de mil pessoas perderam a vida devido ao calor extremo.
Oeste dos EUA, 1988
A onda de calor que atingiu o oeste dos Estados Unidos em 1988 não apenas matou centenas de pessoas, mas também provocou o incêndio mais destrutivo da história do Parque Nacional de Yellowstone, o mais antigo do mundo. Milhares de hectares foram consumidos pelo fogo, enquanto diversas cidades da região registraram temperaturas recordes.
Europa, 2003
O verão de 2003 foi um dos mais quentes já registrados na Europa. Países como França, Alemanha, Espanha e Itália enfrentaram temperaturas extremamente altas, que resultaram em cerca de 70 mil mortes. Na França, os hospitais ficaram sobrecarregados, e a falta de preparo para lidar com temperaturas tão elevadas fez com que muitas vítimas fossem idosos que moravam sozinhos.
Rússia, 2010
O calor extremo que atingiu a Rússia em 2010 fez os termômetros de Moscou chegarem a 38°C, algo sem precedentes nos registros meteorológicos do país. Além das mortes por insolação e complicações de saúde, incêndios florestais destruíram diversas cidades e deixaram uma densa fumaça sobre a capital russa. Estima-se que cerca de 56 mil pessoas tenham morrido em decorrência do evento.
Índia e Paquistão, 2015
A onda de calor de 2015 na Índia e no Paquistão registrou temperaturas superiores a 47°C. Mais de duas mil pessoas morreram na Índia, enquanto no Paquistão, a onda de calor afetou a cidade de Karachi de forma devastadora, resultando em mais de mil mortes. A situação foi agravada por cortes de energia, que deixaram a população sem acesso a ventiladores e ar-condicionado.
Europa e América do Norte, 2022
Em 2022, tanto a Europa quanto partes da América do Norte foram atingidas por ondas de calor recordes. O Reino Unido registrou temperaturas acima dos 40°C pela primeira vez, enquanto incêndios florestais devastaram Portugal, Espanha e França. Nos Estados Unidos e no Canadá, o calor extremo também causou mortes e sobrecarga nos sistemas de saúde.
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