Quatro anos de guerra: por que o conflito Rússia x Ucrânia está se estendendo tanto?
Segundo especialista, conflito segue sem perspectiva de um acordo de paz definitivo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 24 de fevereiro de 2022 teve início a guerra entre Ucrânia e Rússia, um conflito que para muitos, inclusive o próprio Vladimir Putin, não passaria de alguns meses. 1.461 dias depois, a realidade não poderia ser mais diferente. Ao longo destes quatro anos, perdas foram acumuladas em ambos os lados e, de acordo com um levantamento conjunto de Kiev, o Banco Mundial da União Europeia e das Nações Unidas, a reconstrução da Ucrânia teria um valor estimado de US$ 588 bilhões, cerca de R$ 3 trilhões.
Na análise da professora de relações internacionais da ESPM Natalia Fingermann, a retirada do apoio de Donald Trump foi um dos principais fatores que levaram ao prolongamento do conflito. A gestão de Vladimir Putin para contornar as sanções impostas à Rússia também é outro ponto que merece destaque.

“A economia russa me pareceu mais forte do que aquilo que o Ocidente esperava, pelo fato dele já ter feito alianças prévias com o Oriente e já ter resolvido algumas questões financeiras”, ela avalia em entrevista ao Link desta segunda (23). Um dos aliados orientais de Putin seria a China, afirma Natalia, pois Pequim teria comprado o petróleo de Moscou que antes era direcionado aos europeus.
Além dos pactos comerciais, a própria economia de guerra teria contribuído para a estabilidade do país: “A guerra é uma forma de alavancar a economia. Todo o cenário bélico depende de uma grande produção e grande contratação de mão de obra, então por mais que seja contraditório, isso faz com que o impacto econômico seja menor do que o esperado”.
O cenário econômico favorável aliado aos avanços feitos pelo exército russo em regiões como Donetsk colocam Vladimir Putin em vantagem nas negociações: “Ele sabe muito bem que economicamente ele não está frágil [...] apesar de ter tido um número significativo de baixas no exército, ele também conseguiu recuperar territórios onde a maioria da população é russa e se reconhece como russa”.
Ainda assim, Natalia acha difícil um cessar-fogo definitivo ser assinado entre as duas nações e prevê que o mais provável seja um acordo temporário ou o esgotamento dos recursos de um dos lados, o que levaria à rendição e, consequentemente, ao fim da guerra.
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