Internacional Quatro são presos por tráfico de cocaína em embaixada na Argentina

Quatro são presos por tráfico de cocaína em embaixada na Argentina

Valisas na Embaixada da Rússia foram usadas para esconder 400 quilos da droga. Investigação levou à prisão de um policial e de diplomatas

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Presos escondiam cocaína em malas na Embaixada da Rússia

Presos escondiam cocaína em malas na Embaixada da Rússia

Reuters / Martin Acosta / 22.2.2018

Quatro pessoas foram presas na Argentina por participação em um esquema de tráfico de cocaína que utilizava a Embaixada da Rússia como ponto de distribuição. A quadrilha chegou a esconder 400 quilos da droga em valisas dentro da embaixada.

As prisões ocorreram nesta quinta-feira (22), mas as investigações sobre o esquema iniciaram em 2016, quando o embaixador russo, Viktor Koronelli, denunciou à polícia argentina ter encontrado as drogas dentro do prédio.

A droga encontrada na embaixada provavelmente teria como destino a Copa do Mundo que acontecerá em julho na Rússia. Mas para que a investigação pudesse continuar, a cocaína foi substituída por farinha e três suspeitos foram presos quando tentaram buscar a droga no aeroporto de Moscou.

Enquanto isso, as investigações continuaram na Argentina e, segundo o jornal local Clarín, um membro da polícia foi detido por envolvimento no esquema.

O suspeito é Ivan Blizniouk, um sub inspetor da polícia de Buenos Aires e integrante do Instituto Superior de Segurança Pública.

Nas redes sociais, Blizniouk afirmava ser um "oficial de relações diplomáticas em segurança" e anunciava também seus vínculos com a Rússia.

Nesta quinta-feira (22), a polícia de Buenos Aires afastou o inspetor.

Cocaína em valisas e voo diplomático

Outros envolvidos no esquema eram Ali Abyanov, contador da embaixada russa até 2016 e apontado como o responsável por fazer as mas entrarem no edifício, e Alexander Chikalo, um russo nacionalizado argentino.

O chefe do esquema e responsável por levar as malas da embaixada em Buenos Aires até a Rússia em um voo diplomático ainda não foi preso. Ele não teve o nome revelado.

Para identificar os membros da quadrilha, a polícia argentina em parceria com investigadores russos usaram escutas e aparelhos de GPS escondidos nas malas com farinha no lugar da cocaína.