Queda do regime cubano visa fortalecer Marco Rubio na sucessão de Trump, diz professor
Leonardo Trevisan analisa estratégia da Casa Branca para a ilha do Caribe
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Suprema Corte dos Estados Unidos deve analisar dezenas de ações judiciais indenizatórias contra Cuba após o presidente Donald Trump reativar a Lei Helms-Burton. O dispositivo, que ficou desativado por anos e foi revisto por Trump durante seu primeiro mandato, permite que pessoas e empresas que tiveram bens confiscados pelo governo da ilha possam solicitar compensação financeira.
Para Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a movimentação de Trump faz parte de um plano para derrubar o governo cubano.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (23), ele explica que a ação foi iniciada na operação ocorrida na Venezuela, único país que ainda fornecia petróleo para a ilha — sendo esse o principal meio de energia local. Com a quebra econômica do país, uma mudança de regime seria forçada e receberia apoio da base imigrante no país.
O professor pontua que, além de Trump poder carregar a derrubada do regime, que é um problema dos americanos há cerca de 60 anos, como uma bandeira para si, a medida também poderia alavancar o nome de Marco Rubio para a sucessão no cargo da presidência. O ato seria mais simbólico pelo fato de o secretário de Estado americano ser filho de imigrantes cubanos e crítico do governo atual da ilha.
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No entanto, ele alerta que reativar a lei não é nada simples, sendo evitado por todos os presidentes anteriores. Além da complexidade do assunto, Trevisan alerta que a medida pode piorar ainda mais a situação da população da ilha, que já sofre com racionamentos e constantes apagões.
“Cria um problema terrível e ajuda no colapso para Cuba. É nesse contexto que a gente tem que entender a decisão de Trump de retirar a proibição, de mexer na lei e forçar a Suprema Corte a ser obrigada a examinar a lei. Isso aí com certeza vai provocar mais miséria em Cuba”, conclui.
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