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Queda do regime no Irã poderia dar espaço a uma ditadura militar, avalia pesquisador

Além de pressões de países da região, incertezas com queda da teocracia podem ter feito Trump recuar em ataques

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Putin discute a situação do Irã com líderes israelense e iraniano, buscando mediar tensões na região.
  • O pesquisador Vitelio Brustolin alerta sobre a falta de liderança clara no Irã em caso de queda de Khamenei.
  • A Guarda Revolucionária pode assumir o controle, transformando o Irã em uma ditadura militar.
  • Países do Oriente Médio temem a instabilidade e buscam evitar convulsões na região neste momento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com o aumento das tensões no Oriente Médio, o presidente russo, Vladimir Putin, discutiu a situação do Irã em conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Putin, que tenta estreitar laços com o país persa com acordos desde o início da guerra na Ucrânia, afirmou estar disposto a mediar a situação na região.

Já na conversa com o premiê israelense, o Kremlin afirmou que Putin apresentou ideias para reforçar a estabilidade no Oriente Médio e expressou disposição da Rússia em continuar com os esforços de mediação e promover um diálogo construtivo. Segundo a imprensa americana, Netanyahu pediu que o presidente americano, Donald Trump, adiasse um possível ataque ao Irã, assim como a Arábia Saudita, Qatar e Omã.


Desde o início da guerra na Ucrânia, Putin tenta se aproximar do Irã Reprodução/Record News

Para Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), além dos pedidos dos países da região, outros fatores fizeram com que Trump recuasse em um ataque. Além de uma falta de apoio dos eleitores do presidente, problemas internos do Irã seriam entraves.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (16), ele lista que um desses motivos é a dúvida de quem assumiria o poder no caso de morte ou queda do líder Ali Khamenei. Por não possuir um substituto popular ao público ou nomes de oposição fortes, o risco seria do comando do país ficar nas mãos da Guarda Revolucionária — o que transformaria o país de uma teocracia em uma ditadura militar.


“Então a transição do poder é complicada no Irã e isso faz com que outros países da região temam a transição. Então a própria Arábia Saudita, que teve uma aproximação diplomática com o Irã em 2023 mediada pela China, o Qatar, Omã, esses países são importantes mediadores para os Estados Unidos, eles não querem que o Oriente Médio tenha essa convulsão nesse momento” finaliza.

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