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Quem é a empresária que deixou instituição de caridade por chamar Epstein de ‘baby’

Alemã era membro do conselho da instituição de combate ao câncer vinculada ao hospital que tratou Kate Middleton

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nicole Junkermann renunciou ao cargo na Royal Marsden Cancer Charity após a divulgação de e-mails sobre sua amizade com Jeffrey Epstein.
  • A empresária se referia a Epstein como "baby" e "Senhor Maravilhoso", mesmo durante sua prisão por pedofilia.
  • Ela admitiu ter sido enganada e expressou horror ao descobrir a verdadeira natureza de Epstein e seus abusos.
  • Além da caridade, Junkermann também deixou a posição de professora na Universidade de Lancaster para evitar distrações nas instituições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nicole Junkermann trocou e-mails com Epstein entre 2009 até semanas antes de sua prisão em 2019 Reprodução/nbpcollection.com

Uma empresária e investidora alemã renunciou ao seu cargo em uma instituição de caridade de combate ao câncer no Reino Unido devido à sua amizade de 20 anos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

A renúncia de Nicole Junkermann, de 50 anos de idade, ocorreu na última semana após documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos mostrarem a extensão de sua relação com o Epstein. Em e-mails que estão entre os arquivos, ela se refere ao bilionário americano como “baby”, o que pode ser traduzido como “meu bem”, além de afirmar que “você está no meu coração”. Na ocasião, Epstein já estava preso por pedofilia, suspeito de abusar sexualmente de meninas de até 14 anos.


Em um e-mail enviado enquanto ele estava na prisão, ela se referia a Epstein como “Senhor Maravilhoso”, segundo o jornal britânico The Telegraph.

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E-mails trocados entre os dois revelam que Junkermann se correspondeu com Epstein enquanto ele estava na prisão em 2009 e até semanas antes de sua prisão em 2019.


Naquele ano, ela pareceu minimizar as preocupações sobre as ações dele. Em uma carta publicada no jornal americano The New York Times em defesa de Epstein, ela escreveu: “Cruzo os dedos para que seja apenas uma onda e que tudo passe logo.”

Impulso à carreira

A investigação do Telegraph aponta que Junkermann teria usado seu relacionamento com Epstein para impulsionar sua carreira, conseguindo conexões com figuras de alto escalão.


Junkermann era membro do conselho da instituição de caridade para o câncer Royal Marsden Cancer Charity, desde 2024. A instituição tem o patrocínio do Príncipe e da Princesa de Gales, William e Kate Middleton, desde janeiro do ano passado. O hospital especializado em câncer vinculado à instituição foi o responsável por tratar Kate durante sua luta contra a doença.

Além da relação próxima, a alemã e o americano teriam feitos investimentos conjuntos em uma startup de segurança, segundo o Telegraph.


Por meio de seu fundo de capital, Junkermann também investiu em outras empresas de tecnologia, incluindo uma de inteligência artificial para o setor de saúde que possui contratos com hospitais da rede pública britânica.

‘Absolutamente horrorizada’

Após a revelação dos e-mails, Junkermann, também conhecida como Condessa Nicole Brachetti Peretti, afirmou que “lamenta profundamente” suas conversas com Epstein e sente que foi “enganada e induzida ao erro por ele”. “Estou absolutamente horrorizada ao compreender sua verdadeira natureza e o sofrimento que ele infligiu a mulheres e meninas por meio do abuso de confiança, poder e manipulação”, disse.

Junkermann também renunciou ao cargo de professora visitante na Universidade de Lancaster, no Reino Unido, esta semana. Um porta-voz disse que ela se afastou “por mútuo acordo” das organizações para que elas possam “permanecer totalmente focadas em sua missão, sem distrações”.

Jeffrey Epstein

O empresário, natural de Nova York, foi detido em 2019 e se suicidou um mês após começar a cumprir a pena. Ele foi acusado de tráfico sexual de menores. Segundo investigações, durante os anos 2000, Epstein liderou uma rede de tráfico que consistia em pagar jovens por atos sexuais.

Acredita-se que o bilionário tenha abusado de mais de 250 meninas. Além disso, as vítimas também eram instruídas a trabalharem como “recrutadoras” para o criminoso, levando outras garotas para os imóveis dele.

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