Quem é Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba que estaria sob pressão dos EUA
‘The New York Times’ afirma que saída do líder do Partido Comunista do poder seria parte das negociações
Internacional|Do R7
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O governo dos Estados Unidos estaria pressionando o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, para que deixe o cargo. As informações são do jornal The New York Times.
Segundo o jornal americano, a saída do cubano faria parte das negociações em andamento entre os dois países. Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, vem intensificando as críticas contra o regime da ilha, que está sob um embargo econômico há mais de 60 anos.
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Na segunda-feira (16), o republicano afirmou que terá “a honra” de “tomar” Cuba e poderá fazer “o que quiser” com o país.
“Toda a minha vida ouvi falar de Cuba e dos EUA. Quando os EUA iriam fazer isso? Acho que terei... a honra de tomar Cuba”, disse a repórteres da Casa Branca.
A declaração vem após Diáz-Canel confirmar que as autoridades cubanas iniciaram negociações com Washington em meio aos frequentes apagões e escassez de combustível, agravados pelo bloqueio petrolífero imposto por Trump.
Quem é Miguel Diáz-Canel?
Miguel Diáz-Canel Bermúdez, de 65 anos, está à frente do governo cubano desde 2018, tendo sido reeleito em 2023. A previsão é que novas eleições sejam realizadas até março de 2028.
Ex-professor universitário e engenheiro eletrônico, ele foi o primeiro civil a assumir o cargo após a Revolução Cubana e as saídas de Fidel e Raúl Castro. Em 2023, quando foi reeleito, Diáz-Canel obteve 459 votos (97,66%) dos 462 deputados na sessão legislativa.
Além de presidente, Diáz-Canel também acumula o cargo de primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, a única sigla permitida no país. A sua trajetória política começou em 1987, quando ingressou na União de Jovens Comunistas. Em 1993, filiou-se ao Partido Comunista e, desde 1997, integra o seu Politburo.
Entre 2009 e 2012, foi ministro da Educação Superior, deixando o cargo após ser promovido como vice-presidente do Conselho de Ministros. Em 24 de fevereiro de 2013, foi eleito primeiro vice-presidente do Conselho, antes de se tornar presidente de Cuba.
O seu mandato tem sido marcado por repressões às manifestações e uma grave crise econômica. Em 2026, Washington intensificou a pressão sobre a ilha após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, considerado um dos principais aliados de Havana. Trump, por sua vez, interrompeu as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a países que comercializem combustível com o governo cubano.
Como resultado, a rede elétrica nacional da ilha entrou em colapso, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. Manifestantes jogaram pedras e atearam fogo em objetos na entrada do prédio do Partido Comunista.
Díaz Canel reconheceu as queixas da população contra os apagões e a falta de comida na ilha, mas condenou a violência dos protestos. Cinco pessoas foram presas por vandalismo na ocasião.
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