Quem é Mohammad Bagher Ghalibaf, que pode ter apoio dos EUA para liderar o Irã
Donald Trump anunciou a suspensão de novos ataques a infraestruturas de energia do país persa
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, poderia negociar uma saída diplomática da guerra travada no Oriente Médio ou, até mesmo, assumir a liderança do país com o apoio dos Estados Unidos. As informações são do site americano Politico, que cita fontes do governo americano.
Embora já tenha feito críticas a Washington, Ghalibaf, de 64 anos, é considerado um interlocutor dos EUA dentro do país persa. Segundo o Político, ele seria o nome mais forte para assumir a liderança do Irã com o apoio americano, ainda que outras figuras estejam sendo consideradas.
LEIA MAIS
“Ele [Ghalibaf] é um dos principais candidatos. Mas precisamos avaliá-los, e não podemos nos precipitar”, disse uma das fontes. “O objetivo é instalar alguém como Delcy Rodríguez na Venezuela e dizer: ‘Vamos mantê-la lá. Não vamos tirá-la de lá. Você vai trabalhar conosco. Você vai nos dar um bom acordo, um acordo prioritário para o petróleo’.”
Quem é Ghalibaf?
Mohammad Bagher Ghalibaf nasceu em Torgabeh. Membro de uma família de classe média e religiosa, abandonou os estudos para seguir na carreira militar.
A entrada na vida política se deu em 1980, após lutar na Guerra Irã-Iraque, período em que desempenhou postos de comando. A atuação no conflito também lhe rendeu condecorações.
Com o fim da guerra, concluiu o curso de Geografia Política. Posteriormente, fez um doutorado em 2001 e foi docente na Universidade de Teerã.
De 1997 a 2000, Ghalibaf foi comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária. A força militar tinha como objetivo preservar os interesses da Revolução Islâmica. De 2000 a 2005, foi chefe do comando policial.
De 2005 a 2007, esteve à frente da Prefeitura de Teerã. O período foi marcado por escândalos de corrupção envolvendo a venda de propriedades no norte da capital iraniana para funcionários do regime. Durante o mandato, Ghalibaf também iniciou a construção de estradas e shoppings no norte rico da cidade, sendo criticado por negligenciar o sul mais pobre.
Candidato recorrente nas eleições presidenciais iranianas, Ghalibaf disputou o pleito de 2005 e terminou em quarto lugar, com cerca de 14% dos votos. Em 2013, voltou a concorrer e ficou em segundo lugar, com 17% (6.077.292 votos), sendo derrotado por Hassan Rouhani. Já em 2017, lançou novamente sua candidatura, mas desistiu em 15 de maio para apoiar Ebrahim Raisi.
Mais recentemente, participou das eleições presidenciais de 2024, quando terminou em terceiro lugar, novamente com cerca de 14% dos votos.
Já nas eleições legislativas iranianas de 2020, os conservadores do Partido Principal retomaram a maioria no Parlamento, e Ghalibaf foi eleito presidente da Casa.
Embora o Irã tenha um Parlamento e um presidente, o país não é considerado uma democracia. Isso porque um sistema de comissões decide quem pode ou não concorrer aos principais cargos da República, geralmente em alinhamento com o líder supremo e os aiatolás, que concentram o poder real do regime.
Um exemplo do posicionamento de Ghalibaf em linha com o líder supremo ocorreu durante os protestos registrados no país entre o fim de 2025 e o início de 2026, quando o presidente do legislativo defendeu a punição dos manifestantes, a quem classificou como inimigos e terroristas.
Trump anuncia pausa de ataques contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na segunda-feira (23), que está em negociação com o Irã. O republicano suspendeu novos ataques a infraestruturas de energia do país.
Segundo Trump, autoridades dos EUA e do Irã chegaram a um acordo de 15 pontos que pode levar ao fim do conflito, que já dura quase um mês.
De acordo com a imprensa internacional, Turquia, Egito e Paquistão estão mediando as conversas .Entretanto, até o momento o governo do Irã nega qualquer tipo de negociação.
O otimismo, no entanto, já foi suficiente para conter a subida no preço do petróleo. O valor do barril recuou mais de 10%. Também na segunda-feira (23), a Otan confirmou um esforço conjunto, entre países da Europa e aliados, para normalizar o transporte marítimo no estreito de Ormuz e ajudar a estabilizar os preços.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











