Quem é Mojtaba Khamenei, filho do líder iraniano morto que pode assumir o poder no país
Candidato a líder supremo é apontado como influente nos bastidores do regime e teve o nome envolvido na repressão aos protestos no Irã
Internacional|Do R7
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Mojtaba Khamenei, o segundo filho de Ali Khamenei, é o favorito para suceder seu pai como líder supremo do Irã. Ele é apontado como uma figura de perfil linha-dura bastante influente nos bastidores do regime iraniano.
Se confirmado como sucessor do ex-líder supremo, morto em ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28), será um importante sinal de que o país não deve mudar de direção.
Embora não ocupe um cargo oficial de alto nível dentro do governo iraniano, Mojtaba é conhecido por ter uma influência significativa, especialmente em assuntos relacionados à Guarda Revolucionária.
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Mojtaba Khamenei também é citado por seu papel na repressão aos protestos e movimentos de oposição no Irã, incluindo sua suposta participação na repressão aos protestos pós-eleitorais de 2009, que se seguiram à contestada reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Essas atividades contribuíram para sua reputação de linha-dura dentro do regime.
Nascido em 1969, Mojtaba estudou teologia e passou boa parte da sua vida ligado ao centro de poder do Irã. Aos 17 anos, foi servir na guerra Irã-Iraque. A partir do final da década de 1990, passou a ser reconhecido como uma figura pública ativa na vida política iraniana, principalmente após as eleições presidenciais de 1997, quando o candidato de Khamenei, Ali Akbar Nategh Nuri, sofreu uma derrota esmagadora.
Há pelo menos 15 anos, seu nome tem sido citado como sucessor de Ali Khamenei, mas as especulações nunca se confirmaram até agora. O processo de seleção do líder supremo no Irã é complexo e envolve a Assembleia de Especialistas, um órgão composto por clérigos que têm o poder de nomear e, teoricamente, destituir o líder supremo. Mojtaba teria o importante apoio da Guarda Revolucionária para assumir a posição.
A Guarda Revolucionária é uma das instituições mais poderosas do Irã, tem como missão preservar o regime e a República Islâmica e conta com grande poderio militar. É uma entidade considerada conservadora entre os iranianos e, recentemente, passou a ser designada como terrorista por Estados Unidos, Israel, Austrália, entre outros países.
A Assembleia de Especialistas do Irã afirmou na quarta-feira (4) que está “perto de uma decisão” sobre o novo líder supremo do país e que está tentando nomear rapidamente o sucessor religioso do país. O órgão eleito, composto por 88 clérigos de alto escalão, tem realizado reuniões remotas após Israel ter atacado complexos pertencentes à assembleia nesta semana.
Escolhido líder supremo ou não, Mojtaba Khamenei seria um potencial alvo de ataques dos EUA e Israel e já teria sido alertado por autoridades iranianas que ele corre risco de ser assassinado.
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