Quem é Peter Mandelson, ex-embaixador britânico preso em investigação do caso Epstein
Figura importante da política do Reino Unido, Mandelson tem uma carreira marcada por polêmicas
Internacional|Do R7
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Em meio às investigações do caso Epstein, Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, foi preso nesta segunda-feira (23) sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público.
O diplomata, de 72 anos, é acusado de ter vazado documentos sigilosos do governo do Reino Unido. Ele também teria recebido dinheiro do criminoso sexual, segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano.
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Figura importante da política britânica, Mandelson ganhou reconhecimento nos anos 1980 ao assumir a comunicação do Partido Trabalhista e ajudar a remodelar a imagem da sigla. Ele também foi um dos responsáveis por impulsionar a vitória de Tony Blair como primeiro-ministro, em 1997.
Ao longo da carreira, ocupou cargos importantes no governo e participou de decisões centrais da administração trabalhista. No entanto, sua trajetória ficou marcada por momentos turbulentos, como em 1998, quando precisou renunciar ao cargo de ministro sem pasta por não declarar um empréstimo.
O britânico retornou ao governo como secretário de comércio, mas renunciou novamente em 2001, quando se envolveu em outra polêmica. Na ocasião, ele foi acusado de usar sua influência para interferir em um passaporte.
Mandelson chegou a atuar no governo de Gordon Brown e, em 2010, migrou para a iniciativa privada. Em 2025, foi escolhido pelo primeiro-ministro Keir Starmer como embaixador britânico nos Estados Unidos.
Ligação com Epstein
O nome do ex-embaixador foi citado em diversos documentos divulgados pelas autoridades norte-americanas. As investigações mostraram mensagens e anotações que sugerem uma relação mais próxima do que se sabia publicamente. Além de chamar o criminoso sexual de “melhor amigo”, Mandelson aparece em fotos ao lado dele.
A repercussão aumentou com a divulgação de e-mails trocados entre os dois após a condenação de Epstein. As mensagens indicam que o político vazou informações do governo e recebeu dinheiro do empresário.
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