Questão humanitária no Irã pode se tornar mais grave que a de Gaza; entenda
Guerra aérea dificulta voos de repatriação; especialista traça perspectivas de mudança do regime do país
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Segundo o professor de relações internacionais Augusto Teixeira, “é muito provável” que o objetivo dos ataques ao Irã seja, de fato, uma mudança no regime dos aiatolás. Em entrevista ao Hora News, ele analisa os possíveis caminhos a serem traçados para a política iraniana e as implicações humanitárias de uma guerra na região.
“Muito se falou da possibilidade de um retorno da monarquia com o filho do Xá Reza Pahlavi”, pondera, “mas ele não é uma unanimidade nem no Irã, nem em diversos outros grupos no exílio que apoiam uma mudança do regime.” Entre os motivos estaria um histórico de corrupção dos monarcas.

Teixeira também avalia a possibilidade de os aiatolás darem lugar a uma junta militar ditatorial, cuja factibilidade diz não ser muito clara. Mas, essencialmente, o propósito dos Estados Unidos gira em torno da redução da capacidade militar iraniana. “A grande questão é que, durante a guerra, os objetivos militares mudam à luz dos sabores e acontecimentos”, reflete.
Quanto às negociações sobre o programa nuclear iraniano, ele argumenta que o assassinato do líder supremo, Ali Khamenei, pode abrir uma margem de negociação para Donald Trump.
Já sobre as consequências humanitárias que essas movimentações podem ter, ele alerta para uma diferença, por exemplo, em relação ao conflito em Gaza. Por se tratar de uma guerra aérea, em que os alvos estão separados por grandes distâncias geográficas, a trafegabilidade do espaço aéreo acaba sendo muito perigosa para a aviação civil. “É muito difícil fazer voos de repatriação saindo do Irã“, alerta.
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