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Reaproximação com Trump é ‘oportunidade’ para Petro, diz especialista

Regiane Bressan ainda ressalta a estratégia dos EUA de ampliar a influência em toda a América Latina

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reunião entre Donald Trump e Gustavo Petro discute exportação de gás e combate ao narcotráfico.
  • A professora Regiane Bressan destaca a intenção dos EUA de expandir sua influência na América Latina.
  • A reaproximação pode beneficiar a Colômbia no enfrentamento do narcotráfico, especialmente com os desafios impostos pela Venezuela.
  • A relação estável com os EUA é vista como vantajosa para o governo de Petro, especialmente em ano de eleições presidenciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após meses de tensão e acusações, os presidentes Donald Trump e Gustavo Petro se reuniram nesta terça-feira (3) na Casa Branca. Segundo o líder da Colômbia, durante o encontro eles discutiram a possibilidade de exportar gás venezuelano, o combate ao tráfico de drogas e a disputa comercial envolvendo o governo de Bogotá e o Equador.

Em entrevista ao Jornal da Record News, Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), destaca que um dos objetivos de Washington é ampliar sua influência na América Latina. Ela também lembra que a Colômbia sempre foi aliada dos Estados Unidos e que as divergências surgiram no segundo mandato de Trump.


Os presidentes Donald Trump e Gustavo Petro se reuniram na Casa Branca Reprodução/Record News - 03.02.2026

“Ao longo de 2025, quando o Trump exerceu o seu primeiro ano, nesse segundo mandato, tivemos momentos de rivalidade, de dificuldades nessa relação. No entanto, eu vejo que isso está sendo suplantado agora por um novo plano dos Estados Unidos em ter a América Latina, como um todo, uma região de plena influência americana”, diz Bressan.

A especialista explica ainda que a reaproximação entre Petro e Trump pode representar uma oportunidade para o país sul-americano, que historicamente enfrenta problemas ligados ao narcotráfico. Ela ressalta que o regime de Bogotá também sofre com os impactos da proximidade geográfica com a Venezuela.


“A Colômbia também padece das dificuldades e desafios de ser vizinha da Venezuela e enfrenta historicamente o grande problema do narcotráfico, que hoje não se concentra mais apenas na Colômbia [...] Eu vejo também como uma oportunidade essa reaproximação, porque a Colômbia também precisa de parceiros fiéis para enfrentar essa problemática histórica”, destaca a docente.

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O país sul-americano também vive um ano de eleições presidenciais e, à medida em que o embate político entre Petro e Trump se intensificou, a popularidade do líder colombiano cresceu. Regiane ressalta que manter uma relação estável com os Estados Unidos é mais vantajoso para o presidente.


“Para o governo de Petro, seu sucessor e sua ala, é mais interessante ter os Estados Unidos como um aliado, do que manter os Estados Unidos em um plano retórico, como um inimigo que não ajudará, possivelmente, numa nova candidatura ou numa reeleição da esquerda no país”, afirma a professora.

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