Internacional Rebeldes do Tigré formam equipe para negociar acordo de paz

Rebeldes do Tigré formam equipe para negociar acordo de paz

Há cerca de dois anos, militares da Etiópia e insurgentes travam uma guerra sangrenta no norte do país

AFP

Resumindo a Notícia

  • Rebeldes do Tigré e o governo da Etiópia devem conversar em breve por acordo de paz
  • Os dois lados travam uma guerra sangrenta no norte do país
  • O governo da Etiópia deseja União Africana como mediadora das discussões
  • Rebeldes do Tigré desejam a intervenção do governo do Quênia nas negociações
Manifestantes protestam nos Estados Unidos contra a guerra civil no Tigré

Manifestantes protestam nos Estados Unidos contra a guerra civil no Tigré

Leah Millis/Reuters - 4.11.2021

As autoridades rebeldes da região do Tigré, na Etiópia, formaram uma equipe para negociar um acordo de paz. O governo federal seguiu o mesmo caminho, anunciou um dos porta-vozes etíopes nesta segunda-feira (18).

No dia 14 de julho, um dia após a primeira reunião de seu próprio comitê de negociação, o governo federal da Etiópia, em guerra desde novembro de 2020 contra os insurgentes do Tigré, acusou-os de "não ter tomado nenhuma medida em favor da paz".

Até o momento, não há data, lugar nem estrutura para essas futuras negociações, mencionadas pela primeira vez em meados de junho pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, definidos.

Ambos os lados continuam discordando sobre o futuro mediador. Enquanto o governo federal quer discutir sob os auspícios da União Africana, os rebeldes exigem uma mediação do presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta.

"Estamos dispostos a enviar uma delegação para Nairóbi [Quênia] e formamos uma equipe composta de membros do alto escalão", declarou na última sexta-feira (15) Getachew Reda, porta-voz dos rebeldes, sem mais detalhes sobre a identidade dos representantes do grupo.

"Seria totalmente irresponsável para nós deixar todo o processo de negociação nas mãos da União Africana", acrescentou o porta-voz, reiterando que qualquer debate deve envolver Kenyatta, ativamente em busca de um acordo de paz nos últimos meses.

Os rebeldes, da Frente de Libertação do Povo do Tigré, partido que governou a Etiópia durante quase três décadas até 2018, denunciam a "proximidade" do mediador da União Africana, o nigeriano Olusegun Obasanjo, com o primeiro-ministro etíope Ahmed.

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