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Reféns e política interna atrasam resposta de Israel a terroristas do Hamas

Operação terrestre tem aspectos delicados e logística muito mais complicada, dizem especialistas

Internacional|Pedro Marques, do R7

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Kibutz de Be'eri, destruído após ataque dos terroristas do Hamas
Kibutz de Be'eri, destruído após ataque dos terroristas do Hamas

Logo após o ataque-surpresa planejado pelo grupo terrorista Hamas, que no sábado passado (7) lançou a maior ofensiva contra o território israelense dos últimos 50 anos, o primeiro-ministro de Israel, Bejamin Netanyahu, prometeu erradicar os terroristas islâmicos. Cinco dias se passaram, e a tensão aumenta à medida que Israel finaliza os detalhes da prometida ofensiva terrestre à Faixa de Gaza, região controlada pelos terroristas do Hamas.

Os ajustes necessários parecem atrasar a resposta de Israel, mas são necessários, na avaliação de especialistas. “Uma operação por terra envolve uma logística muito maior. Se passaram poucos dias para organizar uma ação que seja definitiva, como Israel quer”, explica James Onnig, professor de relações internacionais da Facamp (Faculdade de Campinas).


Há, ainda, outras questões que demandam atenção, diz o professor. “Existe um custo econômico, a logística [dessa invasão] vai demandar um bom dinheiro, e o governo vai precisar ter muito apoio político para fazer isso”, acrescentou Onnig.

O especialista acredita que parte desses entraves foi solucionada nesta quarta-feira (11). “Hoje se formou um gabinete de coalizão e agora ele [o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu] tem mais tranquilidade na política interna para realizar essa ação.”


Já Ana Carolina Marson, professora de relações internacionais da Universidade São Judas Tadeu, ressalta que os terroristas do Hamas sequestraram pelo menos uma centena de pessoas no atentado-relâmpago de sábado.

“A gente precisa lembrar que o Hamas fez reféns israelenses, tanto civis quanto militares. Um grande exemplo foi o festival de música que estava acontecendo perto da Faixa de Gaza e de onde muitas pessoas foram sequestradas. Se Israel errar, essas pessoas podem ser mortas”, afirma.


“Essa operação por terra é extremamente delicada, muito difícil. Israel também precisa tomar muito cuidado por causa da situação em Gaza. É um impasse”, avalia Marson, que não arrisca dizer quando um ataque deve começar.

Apoio internacional, união nacional

No quinto dia da guerra, o premiê, Netanyahu, destacou que Israel recebeu “apoio internacional sem precedentes” para se defender dos extremistas do Hamas. O líder israelense destacou ainda que o Exército receberá munição de parceiros para enfrentar a recente guerra.


O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está mantendo discussões ativas com Israel para ajudar a transportar civis de Gaza. "Acreditamos que a passagem segura é importante e queremos ver aberto um corredor de passagem seguro", disse o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, a repórteres nessa quarta-feira.

Outro dado importante mencionado por Netanyahu em seu discurso foi a união com a oposição do Parlamento do país. "O povo de Israel está unido, e hoje o seu governo está unido. Trabalharemos juntos pelo benefício de todos os israelenses... O Hamas será esmagado", afirmou.

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