Reforma da Previdência na França afetará trabalhadores em 2022

Transição para um sistema universal baseado em pontos para aqueles que já trabalham pode ser adiada até 2035. Franceses protestam contra medidas

Franceses protestam contra novas medidas de Macron

Franceses protestam contra novas medidas de Macron

Jean-Paul Pelissier

A reforma da Previdência proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, afetará diretamente as pessoas que integrarem a força de trabalho a partir de 2022, mas a transição para um sistema universal baseado em pontos para aqueles que já trabalham pode ser adiada até 2035, disse a mídia francesa nesta quarta-feira (1).

Greves do setor público contra a reforma entraram no sétimo dia na terça-feira, quando o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, apresentará os detalhes da reforma do sistema de pensões, que oferece alguns dos benefícios de aposentadoria mais generosos do mundo.

Na terça-feira, Philippe disse a parlamentares do partido governista que não há anúncios mágicos que possam persuadir os sindicatos mais radicais do país a descartarem suas exigências para que a reforma seja abandonada.

O governo torce para criar benefícios tangíveis com um sistema universal baseado em pontos para dividir aqueles sob o novo regime daqueles que se recusam a abdicar dos antigos privilégios, alguns deles de séculos atrás, dizem analistas.

A rádio France Inter noticiou que o sistema afetará jovens que entrem no mercado de trabalho a partir de 1º de janeiro de 2022, e que a partir desta data haveria uma pensão mínima de 1 mil euros por mês para aqueles que tiveram uma carreira completa.

Macron está determinado a simplificar um sistema que comporta mais de 40 planos diferentes. Ele diz que um sistema único por pontos seria mais justo, dando a todo pensionista direitos iguais para cada euro com que contribuiu.

Mas os sindicatos dizem que Macron quer privar os trabalhadores de benefícios conquistados a duras penas para equilibrar o orçamento estatal.