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Refugiado denuncia qualidade de maconha à polícia na Irlanda

Homem foi a delegacia por causa da 'preocupação' com a qualidade da droga, pois acreditava que podia ser 'prejudicial para a saúde de outras pessoas'

Internacional|Da EFE

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Homem cumprirá 200 horas de trabalho comunitário
Homem cumprirá 200 horas de trabalho comunitário

Um refugiado do Malawi não gostou da qualidade da maconha que comprou de um traficante e procurou uma delegacia de Dublin, na Irlanda, para denunciá-lo, segundo informou o jornal Irish Independent, nesta terça-feira (4).

Após mostrar um saquinho com uma pequena quantidade desta droga, ilegal na Irlanda, e assegurar que não era "de boa qualidade", Arthur Liwembe, 34, foi imediatamente detido pelos agentes e acusado de posse de entorpecentes, entre outros delitos.


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O juiz responsável pelo caso, John Hughes, no entanto, não aplicou a pena mais dura para esses crimes (de até seis meses de prisão) e o condenou a cumprir 200 horas de trabalho comunitário.

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Hughes indicou então que o comportamento de Liwembe foi "no mínimo ilógico", mas entendeu que era prova de que sofria de "uma psicose induzida" pelo consumo de maconha.

A advogada de Liwembe, Anne Fitzgibbon, alegou durante o julgamento que seu cliente, ex-estudante de Enfermagem e solicitante de asilo na Irlanda, teve uma "infância difícil" e garantiu que não tinha voltado a consumir drogas desde sua detenção.


Liwembe, segundo argumentou a advogada, entrou em uma delegacia de polícia para mostrar sua "preocupação com a" qualidade da maconha que tinha acabado de comprar, pois acreditava que podia ser "prejudicial para a saúde de outras pessoas".

O acusado voltou a comparecer na segunda-feira diante do juiz Hughes para participar de uma audiência e Fitzgibbon destacou que já foi definido um local para cumprir com as 200 horas de trabalho comunitário.

A advogada, no entanto, lamentou que, em outro processo paralelo, as autoridades irlandesas tenham rejeitado sua solicitação de asilo e lhe pedido que deixe o país antes de 22 de junho, mas ressaltou que seu cliente irá recorrer da decisão.

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