Regime iraniano ‘está se esgotando a cada dia que passa’, diz especialista
Sem apoio militar de parceiros, Teerã tenta mostrar força para evitar negociações com EUA e UE
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou nesta quinta-feira (29) que o bloco irá classificar a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana na lista de organizações terroristas. A decisão foi tomada na quarta-feira (28) durante uma reunião entre ministros das Relações Exteriores dos países da UE em Bruxelas, na Bélgica.
O posicionamento do bloco acontece em meio a escalada da tensão entre os Estados Unidos e o Irã, com o aumento das ameaças de Donald Trump para negociações com Teerã. Durante o encontro, o representante da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que a repressão violenta à revolta pacífica do povo iraniano não pode ficar sem resposta.

Para Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, o melhor caminho para o regime iraniano seria sentar à mesa de negociações com o Ocidente. Por falta de apoio tático de seus aliados, como China, Coreia do Norte e Rússia, que possuem seus próprios interesses, Teerã “está sozinho”.
“A China não tem interesse em entrar em conflito com os americanos, por questões comerciais e por uma questão de não querer criar uma situação contra Taiwan, que pode existir em qualquer momento, e os russos não têm capacidade nem financeira, nem militar alguma de mandar apoio, como eles não fizeram com a Síria”, comenta Lucena em entrevista ao Conexão Record News.
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O internacionalista explica que, por estar isolado, o regime dos aiatolás tenta mostrar uma coesão interna que está cada vez mais difícil de manter e isso pode gerar pressões para negociações. Porém, em sua visão, se o país não negociar e aumentar a repressão, tanto essas sanções da União Europeia como novas sanções americanas devem fazer com que o regime fique mais enfraquecido.
“A gente não pode falar de uma mudança de regime imediato, porque o sistema de repressão, o sistema ideológico iraniano é muito forte, completamente diferente da Venezuela, que não tem essa questão ideológica tão radical. Mas é mais um passo e uma impossibilidade que o regime do aiatolás consiga sobreviver mais anos. Acho que é um regime que está se esgotando a cada dia que passa”, finaliza.
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