Internacional Rei da Arábia Saudita é internado por inflamação na vesícula biliar

Rei da Arábia Saudita é internado por inflamação na vesícula biliar

Desde março há rumores sobre a piora do estado de saúde do rei Salman e um iminente processo de sucessão

  • Internacional | Da EFE

Rei Salman, da Arábia Saudita, está internado

Rei Salman, da Arábia Saudita, está internado

Bandar Algaloud/Reuters - 15.04.2018

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, de 84 anos, foi internado nesta segunda-feira (20) em um hospital em Riad para realizar exames devido a uma inflamação da vesícula biliar, informou a agência de notícias estatal "SPA".

"O rei Salman bin Abdulaziz Al Saud foi internado hoje no Hospital Rei Faisal, em Riad, para realizar exames médicos devido a colecistite", anunciou a Corte Real em breve comunicado.

A nota não forneceu mais detalhes sobre o estado de saúde do monarca nem sobre os exames aos quais será submetido.

Desde março há rumores sobre a piora do estado de saúde do rei Salman e um iminente processo de sucessão, após a imprensa dos Estados Unidos informar sobre as detenções de príncipes sauditas, supostamente por ordem do príncipe herdeiro e filho do monarca, Mohammed bin Salman, acusados de tentativa de golpe de Estado.

Salman bin Abdulaziz se tornou rei no início de 2015, depois que o irmão Abdullah morreu de pneumonia, aos 90 anos, após quase um mês no hospital.

Em junho de 2017, o rei nomeou o filho Mohammed bin Salman como o novo príncipe herdeiro da coroa após a remoção do primeiro herdeiro ao trono, o sobrinho Mohammed bin Nayef.

Mohammed bin Salman, que é o chefe de governo, promoveu uma certa abertura no reino ao impulsionar reformas como a de dar às mulheres o direito de dirigir. Outro objetivo do governante é reduzir a dependência do país do petróleo.

No entanto, o príncipe herdeiro já foi acusado por organizações de direitos humanos de prender ativistas e tem sido alvo de escândalos como a detenção de príncipes, políticos e empresários em um luxuoso hotel de Riad, em novembro de 2017, e além do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro de 2018.

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