Relator da ONU afirma que Irã cometeu crimes contra direitos humanos
Tortura e assassinato de pelo menos 17 crianças no país podem ter sido instigados pelo Estado
Internacional|Do R7

O relator da ONU responsável pela situação dos direitos humanos no Irã, Javaid Rehman, afirmou nesta terça-feira (21) que a tortura e o assassinato de pelo menos 17 crianças no Irã podem constituir crimes contra a humanidade, caso seja confirmado um caráter sistemático e que foram instigados pelo Estado.
"Recebemos denúncias de torturas, agressões sexuais, estupros e execuções. Isso é violência sistemática e gravíssima, além de poder configurar crimes contra a humanidade", disse o relator em coletiva de imprensa, um dia após abordar esta questão perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Sobre os recentes envenenamentos de mais de 12.000 meninas em todo o país, Rehman preferiu não incluir na acusação até ter mais detalhes sobre esses eventos, nos quais o regime iraniano negou seu envolvimento.
O especialista da ONU também se referiu à situação atual no país e reconheceu que, "embora a intensidade dos protestos seja variável e não mais tão intesos, quanto os protestos nos dias após a morte de Amini", os cidadãos iranianos continuam pedindo a seu governo para assumir a responsabilidade pelo que é acusado.
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Rehman também exigiu que as autoridades iranianas autorizassem sua entrada no país para continuar com suas investigações, e as criticou pela "falta de respostas significativas" às suas perguntas sobre a morte da jovem Mahsa Amini, e a subsequente repressão vivida no país nos meses após seu assassinato.
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Diante de uma eventual guerra nuclear contra os Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, o Exército da Coreia do Norte, comandada pelo ditador Kim Jong-un, ganhou o reforço de 1,4 milhão de jovens — é o que garante a agência estatal de notícias KCNA, também subordinada e sob constante ameaça do ditador



















