Renascentistas usavam fezes humanas e lagartos para reverter calvície, diz estudo
Análises de manuais de medicina doméstica mostram que as pessoas testavam as fórmulas propostas
Internacional|Do R7
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Embora hoje a calvície seja tratada com procedimentos estéticos avançados, no século 16 as tentativas de recuperar os cabelos eram bem diferentes. Um estudo, publicado na revista The American Historical Review, revelou métodos da medicina da Europa renascentista que incluíam fezes humanas para estimular o crescimento capilar.
Os “manuais de medicina doméstica” aparecem em dois livros publicados pelo médico alemão Bartholomäus Vogtherr. As obras reuniam receitas voltadas a problemas cotidianos, como queda de cabelo, mau hálito e dores no corpo.
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Um exemplar desses manuais, guardado pela Universidade de Manchester, chama atenção pelas marcas de uso ao longo dos séculos. As páginas estão cheias de anotações, rabiscos e impressões digitais, indicando que as pessoas testavam realmente as fórmulas.
“Traços peptídicos de faia europeia, agrião e alecrim foram encontrados ao lado de receitas que recomendam o uso dessas plantas para curar a queda de cabelo e fortalecer o crescimento dos pelos faciais e da cabeça. E a lipocalina, encontrada ao lado de uma receita que recomenda o uso diário de fezes humanas para lavar a cabeça calva no combate à queda de cabelo, indica que os leitores-praticantes seguiam essas instruções”, disse Gleb Zilberstein, um dos autores do estudo, em entrevista à Live Science.
Outro resíduo que chamou atenção foi uma proteína que pode estar ligada a lagartos ou tartarugas. Segundo pesquisadores, as receitas para crescimento capilar também mencionavam o uso de lagartos triturados.
Além disso, foram encontrados vestígios que podem corresponder a hipopótamos, animal que despertava curiosidade na época. Acreditava-se que os dentes da espécie ajudavam no tratamento de problemas bucais, do couro cabeludo e até de pedras no rim.
Para os cientistas, as análises ajudam a entender não só quais tratamentos eram testados, mas também quais problemas de saúde eram mais comuns na época, e o impacto das receitas caseiras nos humanos.
“A proteômica ajuda a contextualizar tanto os sintomas que as pessoas possivelmente enfrentaram ao recorrer ao conhecimento de receitas em busca de ajuda, quanto os efeitos corporais dos testes e tratamentos com receitas”, concluíram os pesquisadores.
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