Internacional Repórteres dizem ter sido privados de sono durante prisão em Mianmar

Repórteres dizem ter sido privados de sono durante prisão em Mianmar

Advogado de jornalistas da Reuters disse que eles foram impedidos de dormir durante três dias e questionados se eram 'espiões' durante interrogatório

Repórteres dizem ter sido privados de sono durante detenção em Mianmar

Jornalistas foram presos em dezembro de 2017

Jornalistas foram presos em dezembro de 2017

Reuters/Ann Wang/12.6.2018

Dois repórteres da Reuters acusados em Mianmar de possuir documentos secretos foram submetidos à privação de sono e perguntados se eram "espiões" durante interrogatórios da polícia, apontaram os advogados de defesa durante perguntas destinadas a uma testemunha policial.

Ao questionar o capitão de polícia Myint Lwin em um tribunal de Yangon, o advogado de defesa Than Zaw Aung perguntou se ele sabia que os dois repórteres "não foram autorizados a dormir" por três dias consecutivos durante a investigação inicial da polícia após sua detenção em 12 de dezembro.

Ele também perguntou à testemunha se o repórter Kyaw Soe Oo foi "forçado a se ajoelhar" no chão por mais de três horas durante o interrogatório dos investigadores.

No caso que se tornou um marco para a liberdade de imprensa, o tribunal em Yangon promove audiências desde janeiro para decidir se Kyaw Soe Oo, de 28 anos, e seu colega da Reuters Wa Lone, de 32 anos, serão acusados sob o Ato de Segredos Oficiais, da era colonial do país. As ofensas podem chegar a uma pena de 14 anos na prisão.

O capitão Myint Lwin, oficial no comando da delegacia de polícia em Yangon que conduziu as investigações preliminares depois que a dupla foi presa, negou que os repórteres foram privados de sono ou obrigados a se ajoelhar, dizendo que policiais não são autorizados a fazer "tais coisas" sob seu comando.

Ele também negou que os repórteres tenham sido enviados a um local especial de interrogatório depois de suas prisões, dizendo que eles ficaram detidos na delegacia de polícia no norte de Yangon até que sua equipe finalizasse a investigação preliminar e passasse o caso para uma unidade de investigação criminal no dia 26 de dezembro.