Superfortes e resistentes à radiação: como são os soldados desenvolvidos pela China
Estratégia teria como objetivo transformar o exército chinês em uma força militar de padrão global até 2049
Internacional|Do R7
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A China pode estar avançando na criação de soldados geneticamente modificados com capacidades ampliadas para o combate, incluindo resistência à radiação, adaptação a temperaturas extremas e maior força física. O alerta foi feito por Anthony Vinci, ex-oficial sênior da inteligência dos Estados Unidos, que afirma haver indícios de um programa em andamento voltado ao aprimoramento biológico de tropas do Exército de Libertação Popular.
Segundo Vinci, Pequim estaria explorando tecnologias de modificação genética para tornar seus soldados mais aptos a enfrentar diferentes cenários de guerra, como desertos, regiões geladas e ambientes com altos níveis de radiação. A estratégia teria como objetivo transformar o maior exército do mundo em uma força militar de padrão global até 2049, data simbólica para o governo chinês.
Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Vinci afirmou que o desenvolvimento desse tipo de combatente representa um risco global. “É um perigo para todos se a China tiver supersoldados e for capaz de superar seus inimigos em uma guerra ou ameaçar os interesses ocidentais de alguma forma”, disse. Para ele, tropas geneticamente modificadas poderiam executar missões hoje consideradas inviáveis. “Imagine soldados de operações especiais com muito mais capacidade de sobrevivência, capazes de permanecer submersos por longos períodos ou atuar em frio extremo”, afirmou.
O especialista também destaca a possibilidade de alterações genéticas voltadas à resistência à radiação, o que permitiria a atuação em cenários afetados por armas nucleares ou bombas radiológicas. Outras modificações poderiam ampliar força, velocidade, estatura e capacidade cognitiva, com impacto direto em decisões militares e atividades de inteligência.
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As suspeitas se apoiam em relatórios oficiais dos Estados Unidos. Um documento da Comissão Nacional de Segurança sobre Biotecnologia Emergente aponta que a China avança rapidamente rumo à liderança global no setor e pretende integrar tecnologias biomédicas às suas forças armadas. O texto afirma que a fusão entre inteligência humana e artificial pode tornar obsoletas as atuais formas de guerra.
Vinci afirma que a coleta massiva de dados genéticos é um dos pilares desse processo. Um dos casos citados envolve a empresa chinesa BGI Genomics, acusada em 2021 de desenvolver testes pré-natais com apoio militar para reunir informações genéticas de mães e bebês. A empresa nega qualquer finalidade militar. No mesmo ano, um professor da Universidade de Copenhague teria sido contratado pela BGI para pesquisas ligadas ao Exército, o que também foi negado pela companhia.
De acordo com Vinci, Pequim costuma apresentar essas iniciativas como programas de melhoramento populacional. Para ele, o termo serve como disfarce. “Eles não vão simplesmente dizer que estão produzindo supersoldados. Melhoramento populacional é um eufemismo”, afirmou. “Na minha avaliação, eles já obtiveram material genético de pessoas testadas e podem estar usando essas informações para modificar outros indivíduos.”
Pesquisas genéticas no Ocidente também identificaram mutações associadas a maior massa muscular, resistência física e adaptação a ambientes extremos, características observadas em grupos familiares ao longo de gerações. Vinci diz que, se esses avanços já são conhecidos fora da China, é provável que o país tenha ido além. “Suspeito que sejam casos de uma única mutação genética. Você a identifica e a reproduz em outra pessoa”, afirmou.
O debate ganhou força após o cientista chinês He Jiankui ser condenado a três anos de prisão por editar geneticamente embriões humanos, o que resultou no nascimento de gêmeas com alterações no DNA. O caso foi amplamente condenado pela comunidade científica internacional e levantou dúvidas sobre os limites éticos da pesquisa genética na China.
Para especialistas em segurança, a possibilidade de soldados com superforça e resistência ampliada altera o equilíbrio militar global e impõe novos desafios ao Ocidente. O avanço da biotecnologia aplicada à guerra, segundo eles, pode redefinir o conceito de combate nas próximas décadas.
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