'Respeite a memória deles': Memorial de Auschwitz critica visitante por pose em foto
Mulher tirou foto despreocupada e feliz nos trilhos do trem que levam à entrada do campo de concentração nazista na Polônia
Internacional|Maria Cunha*, do R7

O Memorial de Auschwitz criticou, nesta terça-feira (18), uma visitante que escolheu uma pose despreocupada e feliz para uma foto nos trilhos do trem que levam à entrada do campo de concentração nazista na Polônia.
Em comentário no Twitter, o museu pediu aos visitantes que respeitem a memória das mais de um milhão de pessoas assassinadas durante o Holocausto.
Tudo começou quando Maria Murphy, produtora da GB News do Reino Unido, registrou o momento em uma mulher, que também estava no campo de concentração, sentou nos trilhos que levam ao local, utilizando óculos escuros, sorriu e fez uma pose descontraída para um homem que tirava a foto.
Indignada com o descaso da visitante, ela fez uma publicação no Twittter na qual postou a imagem e comentou ter tido "uma das experiências mais angustiantes da minha vida" ao visitar Auschwitz. "Lamentavelmente, não parecia que todos lá achavam isso tão comovente", escreveu na rede social.
O Memorial de Auschwitz, então, comentou a publicação e afirmou que "as imagens podem ter um imenso valor emocional e documental para os visitantes. As imagens nos ajudam a lembrar. Ao vir para o @AuschwitzMuseum, os visitantes devem ter em mente que entram no local autêntico do antigo campo onde mais de um milhão de pessoas foram assassinadas. Respeite a memória deles".
Outros usuários concordaram com a postagem de Maria e o comentário do museu, e disseram que o ocorrido foi "absolutamente nojento". "Quando eu fui, as pessoas estavam tirando selfies. Tão desrespeitoso", disse o perfil de Gemma Sherlock.
A publicação da produtora já foi vista mais de 30,1 milhões de vezes e foi curtida por, pelo menos, 56,8 mil pessoas.
*Estagiária do R7 sob supervisão de Sofia Pilagallo
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Eva Kor, de 81 anos, estava entre os judeus presos no campo de concentração Auschwitz, na Polônia, em 1944. Ela foi submetida a experiências médicas horríveis junto da irmã gêmea. Apesar de todo o sofrimento e dor, ela encontrou forças para perdoar um ex-guarda do local, durante seu julgamento por crimes cometidos durante o Holocausto





















