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O impacto duradouro dos ataques de 11 de setembro

Muito se falou que depois dos ataques terroristas às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, em Nova York, o mundo não seria o mesmo...

Revista Oeste|Do R7

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Muito se falou que depois dos ataques terroristas às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, em Nova York, o mundo não seria o mesmo. As mudanças realmente vieram. A tal nova era de ameaças, hostilidades e desconfianças que os especialistas previram é uma das realidades do momento. Em entrevista a Oeste, a professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, explica a gênese desta nova ordem mundial, em que os Estados Unidos, que prossegue como protagonista e representante do Ocidente, tem visto a China e a Rússia ganharem influência em várias regiões. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Os conflitos de interesses entre este trio de potências revela em grande parte, segundo a professora, o momento de instabilidade atual. https://www.youtube.com/watch?v=w79Adk9_mcU Outros países, como o Irã e a Coreia do Norte, ganharam influência no rastro de grupos terroristas que cresciam, se desfaziam e se transformavam em proxies (representantes). Ramos da enfraquecida Al-Qaeda, autora dos ataques em Nova York, se tornaram o Estado Islâmico. Que se enfraqueceu e acabou se pulverizando em vários outros grupos na região. As questões de segurança interna e inteligência viraram prioridade. Muitos países adotaram políticas mais rígidas de vigilância em ruas e shoppings, além de controle de fronteiras. Os Estados Unidos, principalmente. Os seguidos governos norte-americanos buscavam controlar os grupos inimigos, no Iraque, Afeganistão e Síria, por meio de intervenções militares. "Nestas duas últimas décadas se formaram dois grupos: de um lado o dos países que os EUA definem como ameaças, que eram do eixo de desestabilização, como Irã, Coreia do Norte e todos os países que elogiam grupos terroristas", afirma a professora. "De outro, o de países emergentes que ganham força econômica e se aproveitam das brechas dessa nova conjuntura para cada vez mais ser atuantes internacionalmente e ganhar mais protagonismo." Interesses da Rússia e da China Apesar de ter sido sempre protagonista, a Rússia se encaixa neste perfil, já que ressurgiu como nação independente com o fim da União Soviética, em 1991. O outro "emergente" seria a China e alguns países islâmicos em busca de mercados. "A Rússia entra nesta lista em um sentido muito mais militar, vai explorar os conflitos para ganhar peso como fornecedor de armas importante e ser aliado destes países próximos do eixo", afirma a professora. "A China entra em com uma ação mais econômica, de dar suporte a investimentos para ocupar os espaços que os norte-americanos não estavam mais ocupando, em função das guerras que estavam envolvidos." Desta maneira, prossegue, a China busca substituir a influência norte-americana em várias partes do mundo. https://www.youtube.com/watch?v=LqPMEw5Q3ro Justamente em um momento em que este país asiático perdeu fôlego no crescimento econômico e se depara com a gradual, mas visível, redução de sua população, mais envelhecida. Para o governo chinês, a busca de novos mercados e influências regionais, inclusive para a obtenção de recursos naturais, é uma necessidade crescente. "A estratégia da China é mais econômica do que militar, mas amplia o seu poder militar ao logo deste período." O post Entenda o que estava certo nas previsões depois dos ataques às Torres Gêmeas apareceu primeiro em Revista Oeste.

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