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Risco de arma biológica: IA já consegue criar vírus do zero em laboratório

Avanço científico traz promessas médicas, mas também levanta alertas sobre segurança

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A inteligência artificial já consegue criar vírus do zero em laboratório, levantando preocupações sobre segurança.
  • Pesquisadores utilizam IA para escrever genomas completos, desenvolvendo vírus que nunca existiram antes.
  • A tecnologia pode contornar sistemas de segurança em empresas que fabricam DNA, dificultando a identificação de riscos.
  • Especialistas afirmam que é complexo transformar vírus artificiais em armas biológicas, mas há discussão sobre regulamentações mais rigorosas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ainda é muito difícil transformar um vírus criado por IA em uma arma biológica real Freepik

Pesquisadores demonstraram que sistemas de inteligência artificial já são capazes de criar vírus do zero em laboratório.

A tecnologia foi usada para escrever genomas completos, ou seja, o “manual genético” desses organismos, sem copiar diretamente vírus existentes na natureza.


Os experimentos envolveram bacteriófagos, vírus que atacam apenas bactérias e não infectam seres humanos. Por isso, eles são considerados relativamente seguros para testes. Mesmo assim, os cientistas afirmam que o resultado serve como um alerta sobre até onde essas ferramentas podem chegar.

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A base do avanço está em modelos de IA treinados com milhares de sequências genéticas. Esses sistemas aprendem padrões do DNA e passam a sugerir combinações novas, mas biologicamente possíveis, criando vírus que nunca existiram antes.


Em outro estudo, pesquisadores mostraram que a mesma tecnologia pode redesenhar toxinas conhecidas de forma que elas escapem dos sistemas de segurança usados por empresas que fabricam DNA sob encomenda. Esses filtros existem justamente para impedir a produção de materiais perigosos.


Hoje, companhias de síntese genética analisam pedidos de DNA e barram sequências ligadas a vírus ou toxinas. O problema é que a IA consegue alterar essas sequências sem mudar sua função, tornando mais difícil a identificação de riscos.


Os próprios cientistas envolvidos afirmam que o objetivo do estudo é reforçar as defesas. A partir das falhas encontradas, novos métodos de verificação estão sendo desenvolvidos, agora focados na função das proteínas, e não apenas na comparação com listas conhecidas de ameaças.

Apesar das preocupações, especialistas ressaltam que ainda é muito difícil transformar um vírus criado no computador em uma arma biológica real. Esse processo exigiria laboratórios de alta segurança, muito tempo de testes e equipes altamente qualificadas.

Mesmo assim, o avanço rápido da inteligência artificial, da automação e da produção de DNA tem levado governos e instituições científicas a discutir regras mais rígidas. A ideia é garantir que essas ferramentas acelerem descobertas médicas, sem abrir caminho para usos perigosos.

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