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Risco de guerra? Entenda o posicionamento do Japão em meio à tensão entre China e Taiwan

Primeira-ministra japonesa disse que ataque chinês à ilha poderia desencadear resposta militar de Tóquio

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Japão intensificou suas ações para mitigar as tensões com a China em relação a Taiwan.
  • A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que o Japão tomaria medidas de proteção a Taiwan em caso de ataque chinês.
  • Taiwan rejeita qualquer tentativa de unificação com a China, especialmente após a repressão em Hong Kong.
  • Japão apoia a independência de Taiwan, buscando manter boas relações comerciais com a China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Japão tomou medidas para conter a crescente tensão com a China sobre Taiwan, após o clima entre os países esquentar devido à declaração da primeira-ministra japonesa sobre uma possível resposta militar de Tóquio, caso haja um ataque chinês contra Taiwan.

Com as últimas movimentações da política japonesa, Pequim orientou seus cidadãos a suspenderem suas viagens para o país vizinho. Um representante do Ministério de Relações Exteriores do Japão, responsável por assuntos da Ásia e Oceania, foi até a capital chinesa nesta segunda-feira (17) a fim de conversar com os líderes do país. Segundo a agência de notícias Reuters, ele deve esclarecer que a política de segurança do governo japonês permanece a mesma e pedir que a China se abstenha de ações que prejudiquem as relações bilaterais.


Em entrevista ao Conexão Record News, o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena explica que, apesar de se retratar, a premiê japonesa, Sanae Takaichi, declarou que caso haja um ataque às terras taiwanesas, haveria medidas de proteção a Taiwan vindas do Japão, mas tais palavras geraram crises em diversos setores, como a hotelaria.

China orienta civis a não viajarem para o Japão, prejudicando o turismo do país vizinho Reprodução/RECORD NEWS

A China continental tem um objetivo [...]. Primeiro eles queriam convencer os taiwaneses, por meio de influência nas suas próprias eleições, a aderir um modelo, um país, dois sistemas, que existia em Macau, antiga colônia portuguesa, e em Hong Kong, antiga colônia inglesa, mas depois que a gente assistiu a manifestações que foram fortemente reprimidas pelo exército por novas leis chinesas em Hong Kong, isso não foi possível”, ressalta o especialista.


Igor ainda argumenta que as ações chinesas só fizeram com que os taiwaneses rechaçassem qualquer unificação com a China continental e, com isso, o país começou a avançar com novas ideias de proteção, comprando mais armamentos dos Estados Unidos e até mesmo da União Europeia.

Os japoneses apoiam radicalmente a independência de Taiwan, não oficialmente, porque eles não querem perder suas negociações com a China, mas abertamente falam em uma defesa coletiva com os Estados Unidos”, diz o economista.

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