Internacional Rússia afirma que candidaturas de Suécia e Finlândia à Otan são um 'grave erro'

Rússia afirma que candidaturas de Suécia e Finlândia à Otan são um 'grave erro'

Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, acredita que haverá aumento de tensão na região

  • Internacional | Do R7

A primeira-ministra Sanna Marin e o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö

A primeira-ministra Sanna Marin e o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö

Heikki Saukkomaa/Lehtikuva/AFP-15.05.2022

As candidaturas de Suécia e Finlândia a integrar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em resposta à ofensiva russa contra a Ucrânia, são um "grave erro", afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov.

"Um grave erro adicional, cujas consequências terão um longo alcance", declarou o vice-ministro, segundo a agência de notícias Interfax.

Riabkov explicou que a resposta da Rússia "dependerá das consequências práticas da adesão" dos dois países nórdicos à Otan.

"Para nós, está claro que a segurança da Suécia e da Finlândia não será reforçada por essa decisão", afirmou antes de destacar que "o nível de tensão aumentará".

O Partido Social-Democrata que governa a Suécia aprovou neste domingo (15) a candidatura à Otan, poucas horas depois de o governo da Finlândia anunciar o desejo de aderir à organização, que a Rússia considera uma ameaça à sua existência.

Para Finlândia e Suécia, países que não entraram para a aliança militar nem durante a Guerra Fria, a mudança de rumo é consequência da ofensiva russa contra a Ucrânia, pois Moscou é percebida como uma ameaça por seus vizinhos.

A Finlândia, em particular, compartilha 1.300 km de fronteira com a Rússia.

A Rússia justificou, entre outras razões, a ofensiva contra a Ucrânia por sua aproximação à Otan e pelo apoio político, diplomático e militar da organização ao governo ucraniano. Moscou pretendia, dessa maneira, afastar os ocidentais de suas fronteiras.

Os países da aliança estão fornecendo grandes quantidades de armas às forças ucranianas que lutam contra o Exército russo há quase três meses.

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