Rússia ataca Ucrânia, mata criança e mostra que Putin quer impor, não negociar; veja análise
Ataque é uma tentativa de Putin pressionar Ucrânia para um acordo injusto, afirma professor Vitelio Brustolin
Internacional|Do R7
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A dois dias do Natal, ataques com mísseis e drones russos mataram pelo menos três ucranianos, incluindo uma criança, e feriram vários inocentes. Os disparos também causaram um apagão generalizado, já que eles tinham como alvo setores de logística e energia. Caças poloneses foram enviados como apoio. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, 13 regiões do país, dentre elas a capital Kiev, foram atingidas por mais de 650 drones e 30 mísseis. Ele também afirmou que Putin não está levando a sério as negociações de paz.
O pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), Vitelio Brustolin, acredita que Vladimir Putin não busca uma negociação justa e sim um resultado que o beneficie: “Essa é uma forma do Putin pressionar a Ucrânia à mesa de negociações, só que o próprio Putin não aceita negociar. Ele quer impor as suas demandas sobre a Ucrânia. Esse ataque ocorre poucos dias depois das delegações russa e ucraniana se reunirem com os americanos nos Estados Unidos para discutir propostas de paz”, declarou em entrevista ao Conexão Record News desta terça (23).
Ele aponta que há possibilidade da situação entre os dois combatentes escalar para patamares ainda maiores, uma vez que o senador republicano Lindsey Graham, do mesmo partido de Donald Trump, já alertou que os Estados Unidos podem fornecer mísseis Tomahawk para que a Ucrânia possa atacar a infraestrutura energética russa. Segundo Brustolin, enquanto esses mísseis não são fornecidos, a Ucrânia desenvolve os próprios armamentos, como os mísseis Flamingo e bombas, que têm sido utilizados em atentados como o que vitimou um general russo em Moscou.
O pesquisador analisa que, apesar das recentes declarações de Putin em relação a planos expansionistas no território europeu, as constantes incursões no espaço aéreo da Estônia, os bloqueios feitos por drones e os rompimentos de cabos submarinos dizem o contrário e simbolizam o início de uma guerra fria. “É uma guerra de sabotagens e ataques cibernéticos [...] os fatos são inegáveis nesse ataque que aconteceu, por exemplo, hoje, inocentes foram mortos, inclusive uma criança”. Ao ser questionado sobre os efeitos que tais ações podem gerar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Brustolin opinou que a simpatia de Trump com os russos e a falta de apoio americano possibilitam uma abertura ideal para a Rússia tomar controle do continente.
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