Internacional Rússia busca proibir adoção de crianças russas em países 'hostis'

Rússia busca proibir adoção de crianças russas em países 'hostis'

Se aprovada, lei impactará Austrália, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e as nações da União Europeia

AFP

Resumindo a Notícia

  • Projeto de lei foi publicado no site de uma das esferas da política russa
  • Famílias dos Estados Unidos não podem adotar crianças russas desde 2012
  • Lista de países hostis é longa e envolve até vizinhos da União Europeia
  • Com proibição aos EUA, número de crianças adotadas por famílias estrangeiras caiu
Restrição de adoção de famílias estrangeiras pode diminuir número de adotados

Restrição de adoção de famílias estrangeiras pode diminuir número de adotados

Bulent Kilic/AFP - 30.7.2022

Em plena ofensiva russa na Ucrânia, os legisladores russos apresentaram nesta segunda-feira (1º) um projeto de lei que pretende proibir os cidadãos dos países "hostis" de adotar crianças russas. Se aprovada, a ação ampliará uma lei de 2012 que impede as famílias americanas de adotarem crianças russas.

A proibição provocou uma onda de protestos na época. Os críticos do Kremlin viam como uma medida que transformava os órfãos russos em vítimas de um impasse entre Washington e Moscou.

Publicado no site da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento, o novo projeto de lei propõe ampliar a proibição aos cidadãos de países que "cometam ações hostis" contra a Rússia.

Depois que a Rússia decidiu enviar suas tropas para a Ucrânia no dia 24 de fevereiro, os países ocidentais adotaram uma série de sanções contra Moscou.

Como consequência, o presidente russo Vladimir Putin decidiu ampliar a lista do que ele chama de países "hostis": Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e todas as nações membros da União Europeia.

O projeto de lei precisa ser aprovado por ambas as câmaras do Parlamento e assinado por Putin.

Por conta da aprovação de uma lei que sancionava as autoridades russas envolvidas na morte do advogado Sergei Magnitsky na prisão, em 2009, Moscou proibiu a adoção de crianças russas por famílias americanas em 2012.

Desde a introdução da lei, o número de crianças russas adotadas por famílias estrangeiras caiu drasticamente. A agência estatal de notícias Tass diz que 240 crianças da Rússia foram adotadas no exterior durante 2019 contra 2.604 em 2012.

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