Coreia do Norte
Internacional Rússia critica ameaça dos EUA de destruir Coreia do Norte

Rússia critica ameaça dos EUA de destruir Coreia do Norte

Ministro das Relações Exteriores definiu fala como “discurso sanguinário”

Rússia critica ameaça dos EUA de destruir Coreia do Norte

Chanceler russo Lavrov faz discurso em Roma

Chanceler russo Lavrov faz discurso em Roma

Reuters

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta sexta-feira que uma ameaça norte-americana de destruir a Coreia do Norte no caso de uma guerra é “um discurso sanguinário” e ação militar contra Pyongyang seria um grande erro.

Falando em uma visita à Itália, Lavrov condenou firmemente comentários feitos pela embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, que nesta semana alertou a liderança da Coreia do Norte de que o país será “completamente destruído” caso uma guerra ocorra, após Pyongyang testar seu míssil mais avançado.

"Se alguém realmente quer usar força para, como a representante dos EUA na ONU colocou, destruir a Coreia do Norte... então eu acho que está brincando com fogo e é um grande erro”, disse Lavrov a repórteres.

Ele chamou a declaração de Haley sobre a Coreia do Norte, feita em encontro de emergência do Conselho de Segurança da ONU, de “um discurso realmente sanguinário”.

“Nós iremos fazer de tudo para garantir que (uso de força) não aconteça, para que o problema seja solucionado usando somente meios pacíficos e político-diplomáticos”, disse Lavrov.

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Posteriormente, falando em conferência em Roma, Lavrov afirmou que a Rússia e os EUA querem que a Coreia do Norte se desarme, mas disse que Washington irá enviar uma imagem ruim caso abandone um acordo nuclear de 2015 com o Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em outubro que não irá certificar que Teerã está cumprindo o acordo de 2015 e alertou que pode encerrá-lo, acusando o Irã de “não ser fiel ao espírito” do acordo.

“Se os EUA abandonarem este acordo, não será muito crível aos olhos daqueles que agora são solicitados a abandonar seus próprios programas nucleares, como a Coreia do Norte”, disse Lavrov.

Ele acrescentou que a maior parte dos “analistas sérios... e muitas autoridades” em Washington entenderam isto.