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Rússia critica ‘ameaças neocoloniais’ contra a Venezuela e apoia nova líder interina

Sem citar EUA, comunicado fala em solidariedade inabalável e apoio necessário

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia saudou a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, considerando-a um passo para a paz.
  • O Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou as "ameaças neocoloniais" e defendeu o direito da Venezuela de determinar seu próprio destino.
  • A declaração russa reafirmou a solidariedade com o povo venezuelano e a disposição de continuar fornecendo apoio.
  • O presidente Vladimir Putin não criticou Donald Trump, apesar da remoção de Maduro, e busca reparar as relações bilaterais entre os EUA e a Rússia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo Putin demonstrou apoio à Venezuela após captura de Maduro via REUTERS

A Rússia saudou nesta terça-feira (6) a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, chamando-a de um passo para garantir a paz e a estabilidade em face de “ameaças neocoloniais flagrantes e agressão armada estrangeira”.

“Insistimos firmemente que deve ser garantido à Venezuela o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.


Ele não se referiu nominalmente aos Estados Unidos. No sábado, o presidente Donald Trump enviou forças especiais para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo para os EUA, onde ele se declarou inocente das acusações de narcotráfico e insistiu que continua sendo o líder legítimo do país.

“Saudamos os esforços empreendidos pelas autoridades oficiais desse país para proteger a soberania do Estado e os interesses nacionais. Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos”, disse a declaração russa, acrescentando que Moscou continuaria a fornecer o “apoio necessário”.


Maduro foi o segundo aliado próximo da Rússia a ser deposto em pouco mais de um ano, após a derrubada do presidente sírio Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

Mas uma fonte sênior russa disse à Reuters esta semana que, se Trump estava afirmando uma Doutrina Monroe revivida de domínio dos EUA no Hemisfério Ocidental, então a Rússia também tinha direito à sua própria esfera de influência.


A Rússia vem travando uma guerra em grande escala na vizinha Ucrânia desde fevereiro de 2022, mas está em conversações com o governo de Trump, conforme o líder dos EUA pressiona pelo fim do conflito.

O presidente russo, Vladimir Putin, que tomou o cuidado de não criticar Trump desde seu retorno à Casa Branca há um ano, está ansioso para reparar as relações bilaterais e reavivar os laços econômicos entre os dois países. Putin ainda não comentou sobre a remoção de Maduro por Trump.

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