Rússia critica resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a Síria
Internacional|Do R7
Moscou, 15 jun (EFE).- A Rússia criticou neste sábado a resolução de condenação a Damasco aprovada ontem pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU por seu "caráter pré-concebido". A resolução "dirigida contra o governo (sírio) faz vista grossa com os crimes cometidos pela oposição radical", afirma em comunicado o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgado por agências do país. "O texto condena a intromissão do Hezbollah no conflito. Ao mesmo tempo, os autores não se preocupam que no país operem milhares de terroristas mercenários preparados, armados e generosamente financiados por outras nações", acrescenta a nota. Segundo a carta de Moscou, "são silenciadas as barbaridades cometidas por partidários da jihad, também contra minorias religiosas, mulheres e crianças". Além disso, "são ignorados vários grupos opositores moderados, que se comprometeram a respeitar os direitos humanos e se mostraram dispostos a participar de um diálogo (...) no marco da Conferência Internacional sobre a Síria". A resolução da ONU foi apresentada por Catar, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Grã-Bretanha, Kuwait e Turquia, com o patrocínio de outros 23 países, e contou com o voto a favor de 37 dos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos, enquanto foi rejeitada por uma nação e outras nove se abstiveram. A Rússia mantém firme sua postura contra uma ingerência exterior no conflito sírio que, segundo Moscou, deve ser resolvido mediante o diálogo e a negociação do presidente sírio, Bashar al Assad, com os opositores. O Kremlin reiterou que não apoia nem Assad nem os rebeldes e que seu objetivo é frear a violência em um país que é seu último aliado no Oriente Médio. EFE vm/rsd












