‘Rússia e China criticaram Trump, mas também rasgam a Carta da ONU’, diz analista internacional
Quando o direito internacional é desrespeitado, o mundo passa a ser comandado pelos países militarmente mais fortes; veja análise
Internacional|Do R7
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A ONU (Organização das Nações Unidas) demonstra preocupação com o futuro da segurança internacional após o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela.
Segundo a organização, Washington violou um princípio fundamental do direito internacional. Por meio do escritório do Alto Comissário das Nações Unidas, ressaltou também que os Estados não devem ameaçar ou usar força contra a integridade territorial de qualquer nação.
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“A preocupação é essa, a desintegração do direito internacional e das organizações internacionais, inclusive a ONU [...] A questão é que os países europeus têm essa preocupação porque o direito internacional e as organizações internacionais os protegem”, explica o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.
Em meio as críticas da China e da Rússia sobre a ação norte-americana, a Venezuela classificou a operação como ilegítima e mesmo países aliados dos Estados Unidos como França e Reino Unido defenderam o direito internacional.
Brustolin argumenta que, ao se “rasgar” a carta do direito internacional, é gerado um mundo menos seguro e comandando pelos países militarmente mais fortes. Segundo o especialista, apesar de China e Rússia criticarem os Estados Unidos, fazem o mesmo.
“A questão toda é que quando você começa a rasgar o direito internacional dessa forma, o mundo se torna muito mais perigoso e comandado pelos países militarmente mais fortes. Isso interessa, sim, à Rússia, interessa à China. Esses dois países criticaram o Trump, mas os dois países também rasgam a Carta da ONU e violam o direito internacional. A Rússia, desde 2014, invadindo a Ucrânia, antes disso tinha invadido a Geórgia em 2008. A China cercando Taiwan, mas também invadindo o mar territorial de seus vizinhos no mar do sul da China”, afirma.
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