Internacional Rússia quer que Otan retire convite de adesão a Ucrânia e Geórgia

Rússia quer que Otan retire convite de adesão a Ucrânia e Geórgia

País argumenta que adesão de seus vizinhos à organização viola o princípio básico de todos os Estados-membros da OSCE

AFP
Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Mikhail METZEL/SPUTNIK/AFP

O Kremlin exigiu nesta sexta-feira (10) que a Otan revogue "formalmente" uma decisão de 2008 que abriu caminho para a adesão da Ucrânia e da Geórgia à organização. Moscou se opõe veementemente a essa adesão.

“Para os interesses fundamentais de segurança na Europa, é necessário eliminar oficialmente a decisão tomada pela cúpula da Otan em Bucareste, em 2008", disse o ministério das Relações Exteriores, em um comunicado.  

Ucrânia e Geórgia fazem fronteira com a Rússia. Nas últimas semanas, a Rússia enviou cerca de 100 mil militares para sua fronteira com a Ucrânia, o que irritou Kiev e seus aliados ocidentais. Enquanto isso, Putin não indicou se Moscou planeja atacar, mas insistiu que seu país tem o direito de defender sua segurança.

Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores também exigiu que a Otan deixasse de realizar exercícios militares perto de suas fronteiras e pediu a retomada de um "diálogo regular" sobre segurança entre a Rússia, os Estados Unidos e a Aliança Atlântica.

Ao apoiar as aspirações de adesão da Ucrânia e da Geórgia, a Otan viola o princípio básico de todos os Estados-membros da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa)  quanto a "não fortalecer sua segurança às custas dos outros", insistiu Moscou nesta sexta-feira.

Na terça-feira, Vladimir Putin e o presidente dos EUA, Joe Biden, tiveram uma conversa de duas horas, mas não conseguiram acalmar as tensões. Também durante aquela cúpula telemática, o chefe do Kremlin exigiu que o Ocidente fornecesse garantias por escrito de que a Ucrânia não se tornaria um trampolim da Otan.

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