Rússia recuará tropas da fronteira com Ucrânia ao final de manobras militares
Internacional|Do R7
Moscou, 3 abr (EFE).- A Rússia recuará suas tropas da região de Rostov do Don, na fronteira com a Ucrânia, após a conclusão das manobras militares que está realizando na zona, anunciou nesta quinta-feira o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov. "Ao concluir seus exercícios, um dos batalhões que participava das manobras voltou ao seu lugar permanente. E na medida em que se cumpram os objetivos estipulados pelo plano de manobras, o restante de destacamentos voltarão para suas bases", disse Lavrov. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou há dois dias que a Rússia mantinha muitas tropas concentradas na fronteira com a Ucrânia. "Não existe limitação alguma quanto ao movimento de nossas unidades em território da Rússia, e nossos colegas ocidentais reconhecem que não há nenhum problema jurídico neste sentido", argumentou Lavrov em entrevista coletiva depois de se reunir com o chanceler cazaque, Yerlan Idrisov. Lavrov pediu que o tema não fosse inflado, "como as atuais autoridades ucranianas e seus patrocinadores no Ocidente tentam fazer". "Antes de mais nada, é preciso reduzir a tensão retórica, que na atualidade foge do razoável e, mais uma vez, indica que seus responsáveis perderam a noção da realidade", disse o ministro russo. Em relação às denúncias do Pentágono e da Otan sobre a presença militar russa nas fronteiras da Ucrânia, Lavrov acusou os Estados Unidos de descumprirem os acordos que regulam a navegação de navios de guerra em águas do Mar Negro. "Observamos que navios de guerra americanos superaram um par de vezes o tempo de permanência máxima" em águas do Mar Negro, regulado "pela Convenção de Montreux, que estabelece critérios claros" sobre o assunto, queixou-se o ministro. Lavrov afirmou ainda que a Rússia espera que a Otan esclareça sua intenção de aumentar a presença militar nos países da Europa do Leste, algo que violaria os acordos bilaterais de 1997. O acordo base que regula as relações entre a Otan e Rússia estabelece que os países integrados na Aliança não podem receber grandes contingentes militares após 1997, disse o chefe da diplomacia russa. A Otan decidiu na terça-feira adotar "com urgência" medidas para reforçar sua defesa coletiva, o que poderia incluir o reforço de soldados no leste da Europa. EFE aep/dk











