Rússia x Ucrânia: possibilidade de acordo de paz segue ‘muito distante’, afirma professor
Zelensky diz que vários documentos preliminares de garantia de segurança para Kiev foram preparados após ‘conversas produtivas’ com os EUA
Internacional|Do R7
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O presidente Volodymyr Zelensky afirmou nesta terça-feira (23) que vários documentos preliminares foram preparados após conversas produtivas com os Estados Unidos. Em publicação na rede social X, Zelensky disse que os documentos incluem garantias de segurança para a Ucrânia, sobre a recuperação e estrutura básica para o fim da guerra.
Kiev, pressionada pelos Estados Unidos para garantir rapidamente a paz, procurou equilibrar uma proposta inicial amplamente vista como favorável a Moscou, que exigia a cessão de mais território e a restrição das capacidades militares. Autoridades ucranianas têm buscado fortes garantias de segurança de seus aliados para evitar outra invasão russa após qualquer acordo de paz.

Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, afirma que a possibilidade de um acordo de paz continua muito distante. “Não há nenhum indício de que a Rússia vai aceitar as contrapropostas apresentadas pela União Europeia e pela Ucrânia. Inclusive o Sergei Lavrov, chanceler da Rússia, já disse que a Rússia não vai aceitar nada”, completa.
Brustolin destaca que, na proposta apresentada pelos Estados Unidos, a Rússia concordaria que a Ucrânia tivesse um exército de 600 mil soldados. No início da guerra o Putin exigia que fossem apenas 50 mil. No mesmo plano, Moscou concorda em pagar US$ 100 bilhões (R$ 554 bilhões, na cotação atual) em reparações para a Ucrânia. E ainda exigia que a Ucrânia cedesse territórios.
Porém, segundo o professor, as contrapropostas apresentadas por Kiev e pela União Europeia solicitam que a Ucrânia tenha mais de 800 mil soldados no exército — hoje ela tem cerca de 150 mil. E que as regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhya e Kherson sejam congeladas, não sejam reconhecidas como território russo e que sejam colocadas tropas europeias na linha de contato para prevenir novos ataques russos.
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