Saiba as exigências dos EUA para não atacarem o Irã
Negociadores dos dois países devem se reunir na Turquia para uma reunião de emergência
Internacional|Do R7
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Negociadores dos Estados Unidos e Irã devem se reunir nesta semana em Ancara, na Turquia, para uma reunião de emergência. Se concretizado, o encontro, que teria recebido sinal verde segundo fontes ouvidas pelo Blog do Zamataro, do R7, ocorre em meio aos alertas do presidente americano, Donald Trump, para que governo iraniano feche um acordo “logo”, pois o “tempo está se esgotando”.
As ameaças também ocorrem do outro lado, com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmando que um ataque americano significaria uma guerra na região, já que eles atacariam Israel e bases americanas em outros países.
Os Estados Unidos exigem o cumprimento de determinadas medidas para que não haja uma escalada militar no Irã.
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Mas, afinal, o que os EUA exigem?
O governo americano estabeleceu o cumprimento de três pontos principais.
Mísseis balísticos: Trump quer a interrupção do programa de mísseis balísticos por parte do Irã. O país do Oriente Médio refuta a ideia, já que considera a iniciativa importante para sua defesa. Divergências sobre essa exigência já foram levantadas pelos dois países e fizeram com que Trump abandonasse, em 2018, o acordo nuclear que tinha com o governo iraniano.
Programa nuclear: outra exigência do governo americano é que o governo iraniano desista totalmente de seu programa nuclear. O Irã recusa interromper os investimentos na área.
Apoio a milícias: o governo americano também estipula que o Irã interrompa o apoio a milícias aliadas em países árabes, a exemplo do Hezbollah no Líbano e dos houthis no Iêmen. O Irã, por sua vez, considera os aliados como parte de sua estratégia de influência no Oriente Médio.
Irã diz estar aberto a negociações
Durante coletiva de imprensa em Istambul na sexta-feira (30), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está pronto para participar de negociações nucleares “justas e equitativas” com os EUA, mas que isso não significa que se deixará influenciar por imposições.
“Em nenhuma circunstância estamos dispostos a aceitar imposições ou coerção”, disse Araghchi, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan. “No entanto, o Irã está pronto para participar de qualquer processo diplomático que seja significativo, lógico e justo.”
Ele também reiterou que Teerã não negociará sobre suas “capacidades defensivas”, bem como sobre seu programa de mísseis. “Acredito que nenhum país esteja preparado para abrir mão de sua própria segurança ou de sua defesa nacional”, declarou.
Trump, por sua vez, também expressou sua intenção de dialogar com o Irã, destacando que durante sua administração houve reforço das forças armadas americanas.
O governo americano vem deslocando grandes embarcações para a região do Oriente Médio como uma forma de pressionar o governo iraniano.
Entre eles, está o porta-aviões USS Abraham Lincoln, considerado um dos maiores navios de guerra do mundo, podendo atingir 55 quilômetros por hora e lançar até quatro aviões por minuto. Outras capacidades incluem o transporte de até 5.500 tripulantes, além de lançadores de mísseis e metralhadoras.
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