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Sanções dos EUA: o que acontece se o Brasil perder o Irã como parceiro comercial?

Medida anunciada por Trump prevê tarifas de 25% para países que mantiverem relações comerciais com o Irã, elevando custos e pressionando o setor nacional

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump anuncia tarifas de 25% para países que comercializarem com o Irã.
  • Brasil pode ser prejudicado devido à sua alta dependência de insumos do Irã para a agricultura.
  • Tarifas podem impactar negativamente a produtividade do setor agrário brasileiro.
  • Analista destaca que sanções não afetarão o regime do Irã, que permanece resiliente.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma rede social, nesta segunda-feira (12), que os países que mantiverem negócios com o Irã serão taxados em 25%.

Em entrevista ao Conexão Record News, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, destaca que o Brasil será prejudicado caso essa sanção seja imposta, visto que o país depende fortemente de insumos para manter a produtividade e a competitividade do setor agrícola.


Donald Trump afirmou em uma rede social que os países que permanecerem com os negócios no Irã serão taxados em 25% Reprodução/Record News

“Se nós diminuirmos essa importação ou pararmos de importar com o Irã, por mais que a gente esteja falando na casa dos milhões, não dos bilhões, o impacto disso é muito forte, porque precisamos de todo defensivo agrícola e fertilizantes para a nossa produção agrícola. Ou seja, o impacto sobre isso é muito forte. A gente é dependente de países como Canadá, Rússia e Irã”, afirma Lucena.

“Se nós perdermos o Irã como parceiro comercial, teremos que aumentar e, se possível, tem que conseguir aumentar desses outros países, principalmente como Rússia ou até mesmo os canadenses. Mas a gente fica em uma situação ruim. Não é desejável para o governo brasileiro perder os negócios com o Irã, mas seria muito mais desejável negociar com o Irã fora do regime dos aiatolás no momento de reconstrução. Acho que até teríamos mais oportunidades e negócios”, completa.


Ainda sobre as restrições, o especialista destaca que elas não afetarão o regime de Teerã e que o país enxerga as sanções como uma forma de cruzada contra o Ocidente, especialmente contra os Estados Unidos.

“O regime teocrático não tem capacidade operacional de mudança, não vai libertar prisioneiros, é completamente diferente do regime venezuelano, onde há um pragmatismo pela própria sobrevivência acontecendo agora. A libertação de prisioneiros é um sinal disso”.

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