Internacional Scholz suspende autorização para o gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha

Scholz suspende autorização para o gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha

Medida ocorre após Moscou reconhecer a independência de províncias ucranianas pró-russas

AFP
O chanceler alemão Olaf Scholz durante coletiva de imprensa com o primeiro-ministro irlandês

O chanceler alemão Olaf Scholz durante coletiva de imprensa com o primeiro-ministro irlandês

John Macdougall/AFP - 22.02.2022

O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou nesta terça-feira (22) a suspensão da autorização para o controverso gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha, depois que Moscou reconheceu a independência de províncias ucranianas pró-russas.

"Sem essa certificação, o Nord Stream 2 não pode ser colocado em operação", disse Scholz em entrevista coletiva com o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, acrescentando que o assunto seria "reexaminado" pelo governo alemão.

"Não podemos aceitar o reconhecimento (das regiões pró-Rússia) e por isto é tão importante reagir agora e rápido", disse.

O Nord Stream 2, concluído em novembro mas não entrou em operação, é um projeto que provocou dúvidas econômicas e geopolíticas desde o início.

O início da operação dependia de uma certificação da agência reguladora alemã de energia, que estava analisando o possível desrespeito a dispositivos da legislação alemã e europeia.

Mas agora o governo alemão decidiu dar um passo à frente com a suspensão, consequência dos últimos eventos na fronteira entre Rússia e Ucrânia.

O Nord Stream 2 mede 1.230 km sob o Mar Báltico e tem capacidade de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. Segue o mesmo percurso que o Nord Stream 1, que funciona desde 2012.

O gasoduto evita o território ucraniano e aumentará o abastecimento de gás russo à Europa, no momento em que a produção própria registra queda.

O chanceler alemão advertiu para "outras sanções" em caso de agravamento da situação na fronteira ucraniana. Também disse que confia na aprovação de medidas punitivas "fortes" contra a Rússia por parte da União Europeia.

Apesar das declarações, Scholz pediu mais oportunidades à diplomacia para evitar uma "catástrofe". "É o objetivo de todos os nossos esforços diplomáticos", disse.

Últimas