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‘Se comportou de maneira horrível’, diz Trump sobre mulher morta por agente de imigração

Segundo o presidente dos EUA, gravação comprovaria a versão de que a vítima teve atitude inadequada

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirma que Renee Nicole Good, morta por um agente de imigração, teve atitudes inadequadas.
  • Uma testemunha contesta a versão de legítima defesa apresentada pelo presidente dos EUA.
  • A vítima, de 37 anos, era cidadã americana e deixa esposa e três filhos.
  • Autoridades locais pedem a retirada dos agentes federais de imigração de Minneapolis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump afirmou que vítima teve atitudes inadequadas e que o disparo foi um caso de legítima defesa Reprodução/X e Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Renee Nicole Good, de 37 anos, morta por um agente de imigração em Minneapolis na quarta-feira (7), teve atitudes inadequadas e que o disparo foi um caso de legítima defesa. A declaração foi dada em entrevista ao jornal The New York Times, publicada após a morte da americana.

“Ela se comportou de maneira horrível e depois o atropelou”, disse Trump ao jornal. Segundo o presidente, uma gravação do momento comprovaria a versão apresentada. Repórteres do New York Times que assistiram ao vídeo com o republicano relataram, no entanto, que as imagens não mostram o agente sendo atropelado.


Até agora, nenhuma gravação divulgada confirmou a tese de legítima defesa. Uma testemunha que acompanhou a ação afirmou que já esperava que essa narrativa fosse apresentada, mas contestou a versão. “Não posso deixar essa narrativa de que foi defesa de si mesmo ir mais longe, porque isso absolutamente não é o que foi”, disse Emily Heller à emissora.

Renee, de 37 anos, foi morta por um agente de imigração em Minneapolis na quarta (7)
Renee, de 37 anos, foi morta por um agente de imigração em Minneapolis na quarta (7) Reprodução/X

Renee Nicole Good era cidadã americana e morreu após ser atingida por um disparo. Ela tinha três filhos. Um deles, um menino de seis anos, morava com ela. De acordo com Jason Chavez, membro do Conselho Municipal de Minneapolis, a vítima atuava como “observadora” e estava “cuidando de nossos vizinhos imigrantes”. A declaração foi dada à ABC News.


O Departamento de Segurança Interna afirmou que manifestantes teriam sido violentos e atropelado agentes durante a ação. Em comunicado, o órgão disse que “o agente do ICE, temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa”. Segundo a versão oficial, o carro dos agentes ficou preso na neve e o grupo teria sido cercado por manifestantes agressivos.

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Autoridades locais contestaram essa narrativa. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, exigiu que os agentes federais de imigração deixem a cidade. “A presença de agentes federais de imigração está causando caos em nossa cidade”, escreveu o democrata nas redes sociais.


Após uma primeira manifestação de menor porte, o governador de Minnesota, Tim Walz, também cobrou a saída das forças federais. “A partir de agora, tenho uma mensagem muito simples. Não precisamos de mais nenhuma ajuda do governo federal. Donald Trump e Kristi Noem já fizeram o suficiente”, afirmou em entrevista coletiva.

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, criticou a presença dos agentes e defendeu uma investigação. “Se alguém infringiu a lei neste ato de violência, farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que sejam responsabilizados”, publicou nas redes sociais.


Trump voltou a comentar o caso em uma rede social. O presidente afirmou que assistiu ao vídeo e que a situação está sendo investigada. “É horrível de se ver. A mulher que gritava era, obviamente, uma agitadora profissional, e a motorista do carro estava causando muita desordem, obstruindo e resistindo, e então atropelou violentamente, deliberadamente e cruelmente o agente do ICE, que parece ter atirado nela em legítima defesa”, escreveu.

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