Internacional Seca e crise política ameaçam alimentação no Afeganistão

Seca e crise política ameaçam alimentação no Afeganistão

Um de cada três moradores do país do Oriente Médio sofre de insegurança alimentar aguda, aponta ONU

Agência EFE
Seca atinge 25 das 34 províncias do Afeganistão

Seca atinge 25 das 34 províncias do Afeganistão

Aamir Qureshi/AFP - 03.09.2021

A seca e a falta de estabilidade política no Afeganistão desde a tomada de poder pelos talibãs ameaçam gravemente a produção de alimentos no pais, onde uma em cada três pessoas sofre de insegurança alimentar aguda, segundo indicaram nesta terça-feira (7) agências especializadas da ONU (Organização das Nações Unidas).

No território afegão, a seca já dura vários meses, com 25 das 34 províncias sendo afetadas. A crise causada após a retirada das tropas de Estados Unidos e Otan, além disso, agravaram a situação, ao provocar a interrupção do acesso dos agricultores a dinheiro em espécie, empréstimos e insumos, tornando o abastecimento irregular.

"Toda esta situação ameaça a temporada de trigo durante o inverno que se aproxima", disse o diretor de emergência do FAO (Fundo das Nações Unidas para a Agricultura), Rein Paulsen.

No Afeganistão, como lembrou o representante da agência, a agricultura emprega 45% da força de trabalho local e gera meios de subsistência para 80% da população, de forma direta ou indireta. O trigo, por exemplo, é um alimento essencial na dieta de cerca da metade dos 39 milhões de habitantes do país.

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