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Séculos de mistério: estudo com DNA revela o destino do filho perdido de Maria Antonieta

Testes confirmaram que o DNA do coração preservado em Saint-Denis coincidia com a linhagem materna de Maria Antonieta

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo genético confirma o destino de Luís Carlos de Bourbon, filho de Maria Antonieta.
  • O menino, proclamado como Luís XVII, morreu na prisão aos dez anos, sem saber da execução de sua mãe.
  • Pesquisadores analisaram o coração de Luís Carlos, conservado na Basílica de Saint-Denis, para confirmar sua identidade.
  • Os testes de DNA mostraram que ele nunca deixou o 'Templo', morrendo por confinamento e negligência.

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Martin II Meytens
Maria Antonieta foi morta na guilhotina durante a Revolução Francesa Reprodução de quadro de Martin II Meytens

Séculos de mistério foram encerrados a partir de um estudo genético que confirmou o destino de Luís Carlos de Bourbon, filho de Luís XVI e Maria Antonieta. O herdeiro declarado rei pelos monarquistas após a execução do pai em 1793 morreu na prisão ainda criança, sem nunca ter deixado o ‘Templo’ - fortaleza medieval onde passou seus últimos anos.

Luís Carlos nasceu em Versalhes em março de 1785 e cresceu em meio ao colapso da monarquia francesa. A Revolução avançou rapidamente e, após a insurreição de agosto de 1792, ele foi preso com os pais e irmãos. A execução do rei levou os monarquistas no exílio a proclamarem o menino como Luís XVII, movimento que aumentou o valor simbólico da criança em plena guerra da França com Áustria e Prússia.


A República reagiu com isolamento. Em julho de 1793, ele foi separado da mãe e colocado sob a guarda de Antoine Simon, um sapateiro encarregado de sua chamada ‘reeducação’. Maria Antonieta seria executada meses depois, sem que o filho soubesse.

A partir de 1794, o menino voltou ao confinamento absoluto. Sua saúde piorou e, pouco depois, morreria aos dez anos. A falta de informações confiáveis abriu espaço para um enigma que atravessou dois séculos. Circulavam relatos de fuga, substituição e resgate clandestino. No século XIX, homens apareceram reivindicando ser o verdadeiro Luís XVII e romances reforçavam a narrativa do rei perdido.


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A investigação moderna começou a ganhar forma em 2000. Pesquisadores decidiram recorrer ao DNA e identificaram um objeto essencial. O coração do menino havia sido retirado durante a autópsia conduzida pelo médico Philippe-Jean Pelletan. O órgão passou por furtos, perdas e trocas até chegar à Basílica de Saint-Denis, onde estava preservado. Cientistas das universidades de Leuven e Münster iniciaram a análise sob a liderança do geneticista Jean-Jacques Cassiman.

O processo exigiu dividir o coração ao meio para extrair o material genético. Depois veio a dificuldade de encontrar referências confiáveis para comparação. A solução surgiu com um colar que pertenceu à mãe de Maria Antonieta, a imperatriz Maria Teresa da Áustria. O objeto reunia dezesseis medalhões com mechas de cabelo de cada um de seus filhos, inclusive a futura rainha da França.


Ainda assim, os pesquisadores buscaram reforço. Descendentes diretos da imperatriz, entre eles a Rainha da Romênia e seu irmão, forneceram amostras de sangue.

Os testes confirmaram que o DNA do coração preservado em Saint-Denis coincidia com a linhagem materna de Maria Antonieta. A conclusão dissipou todas as versões paralelas. Luís Carlos nunca deixou o ‘Templo’.


“Ele morreu no local, vítima do confinamento, da doença e da negligência”, afirmou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

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