Sem condições de combate igualitário com EUA e Israel, Irã adota ‘estratégias de guerrilha’
Marinha norte-americana tem recusado pedidos da indústria naval para escolta militar pelo Estreito de Ormuz pelo risco de ataques; entenda
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos da indústria naval para escolta militar pelo Estreito de Ormuz. As autoridades alegam que o risco de ataques é muito alto no momento. A recusa diverge das declarações de Donald Trump de que os EUA estão preparados para fornecer escoltas navais sempre que necessário para retomar o fluxo de exportação de petróleo.
A navegação pelo estreito praticamente parou desde o começo da guerra, fazendo o preço global do combustível disparar para níveis não vistos desde 2022. Nesta quarta-feira (11), membros da Agência Internacional de Energia anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Segundo um comunicado, 32 países membros concordaram com a decisão. A liberação vai acontecer ao longo de um período adequado às circunstâncias nacionais de cada país.
Em entrevista ao Conexão Record News, Lier Ferreira, pesquisador da Universidade Federal Fluminense, diz que “o Irã está numa posição, do ponto de vista bélico, bastante delicada. Ele está confrontando-se com dois grandes adversários com os quais ele não tem condições de combate igualitário numa guerra convencional”.
Segundo Ferreira, a situação necessariamente vai fazer com que Teerã adote estratégias híbridas, não convencionais ou de guerrilha, para poder equilibrar a condição.
O pesquisador explica ainda que o déficit do petróleo já está muito grande, com oscilações entre US$ 95 (R$ 493,92, na cotação atual) até cerca de US$ 120 (R$ 623,90, na cotação atual). “E autoridades iranianas já ameaçam a ordem econômica internacional, dizendo que nós todos devemos nos preparar para um barril de petróleo a US$ 200 (R$ 1.039,84, na cotação atual), o que seria um patamar absolutamente insustentável do ponto de vista geoeconômico”, afirma.
Ele opina que os 400 milhões de barris anunciados pela Agência Internacional de Energia não têm a possibilidade de estabilizar um fluxo de petróleo que gira em torno da ordem de 20% de todo o petróleo comercializado em nível global. Ferreira destaca que, apesar de a liberação ser importante por minimizar os impactos negativos, ela não é suficiente para cobrir o imenso déficit na produção de petróleo.
“E a continuidade desta guerra, a continuidade desses conflitos, em que pese os ataques recentes feitos principalmente pelos Estados Unidos ao Irã, vai levando cada vez mais a uma apreensão, uma tensão, uma corrosão das expectativas e, consequentemente, uma elevação dos preços internacionais do petróleo, prejudicando em grande parte a economia internacional”, ressalta.
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