‘Seria uma espécie de Nova Guerra Fria’, diz professor sobre tropas russas em territórios ucranianos
Proposta apresentada pelos Estados Unidos pegou líderes europeus de surpresas e gerou questionamentos acerca das consequências
Internacional|Do R7
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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o plano de paz para a Ucrânia proposto pelos Estados Unidos na última semana ainda precisa ser aprimorado. Em declaração dada a uma rádio do país nesta terça-feira (25), o líder europeu destacou que o texto necessita ser aceitável para os ucranianos, assim como para a Europa.
A proposta apresentada pelo presidente Donald Trump pegou os líderes do velho continente de surpresa e gerou questionamentos acerca das garantias de segurança, além de um receio de que o chefe do Executivo estadunidense pressione a Ucrânia assinar um acordo favorável a Moscou. Macron ainda disse que somente o povo deste país pode decidir quais concessões territoriais estão dispostos a fazer.

Para Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), que apesar da proposta americana sugerir que as tropas russas fiquem em territórios ucranianos até uma possível saída de Vladimir Putin do poder, a medida é arriscada e poderia gerar uma crise global. Ele pontua que a invasão não seria reconhecida por nenhum país — salvo ditaduras que se alinham ao Kremlin.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira, o professor pontua que tal divisão poderia gerar um cenário similar ao do fim da Segunda Guerra Mundial, que deu origem à Alemanha Oriental e a sua contraparte Ocidental, o que pode refletir em um cenário crítico como o da Guerra Fria.
“Imagina que Berlim Oriental era muito menos desenvolvida que Berlim Ocidental, as pessoas tentavam fugir, tentavam passar pelo muro de Berlim. Então, imagina isso acontecendo na Ucrânia hoje, seria uma espécie de Nova Guerra Fria”, completa Brustolin.
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