Serviço Secreto diz que atirador estava fora do perímetro de segurança do evento
Agência federal afirma que policiais locais estavam dentro do prédio onde Thomas Matthew Crooks se posicionou para atirar contra Donald Trump
Internacional|Do R7

Após as primeiras investigações do atentado contra o ex-presidente Donald Trump, agências de segurança deram informações conflitantes sobre o caso. Segundo a direção do Serviço Secreto, responsável pela segurança do presidente do país e ex-membros do governo federal, três agentes da polícia local estavam dentro do mesmo prédio do atirador — Thomas Matthew Crooks, de 20 anos.
Em resposta ao New York Times, um oficial da polícia local afirmou que a informação não é verdadeira, e que os atiradores de elite estavam em um prédio adjacente ao usado por Thomas.
O atentado ocorreu após a segurança de Trump ser reforçada, em razão da descoberta de um plano do governo do Irã para assassiná-lo, em possível represália pela morte do major-general Qassem Soleimani, comandante de uma unidade especial da Guarda Revolucionária Iraniana.
Segundo o jornal Washington Post, os relatos conflituosos revelam também a crescente tensão entre forças de segurança estaduais e federais na busca por um culpado pelas falhas do episódio.
Informações da imprensa dos Estados Unidos apontam que o Serviço Secreto era responsável pelos planos de segurança, mas contava com o auxílio de forças locais para a vigilância de áreas fora do perímetro do evento.
Como o edifício usado pelo atirador estava fora desse perímetro, foi possível entrar nele sem passar por detectores de metal.
“O Serviço Secreto estava no comando, então era responsabilidade deles garantir que o local e a área ao redor estivessem seguros”, disse Richard Goldinger, o promotor público do Condado de Butler, em entrevista do Washington Post.
Em entrevista à rede de televisão ABC, a diretora do Serviço Secreto Kimberly Cheatle classificou o atentado como “inaceitável”. “E é algo que não deveria acontecer novamente”, completou ela.
O evento foi classificado no país como a mais grave falha de segurança do Serviço Secreto desde a tentativa de assassinato do presidente Ronald Reagan, em 1981.
Resposta em segundos
De acordo com um oficial do Serviço Secreto que falou ao Washington Post em condição de anonimato, um atirador do grupo tinha Thomas na mira, e tentava avaliar se ele estava armado ou era uma ameaça. Foi esse agente que matou Thomas com um tiro, logo após ele levantar a arma e disparar contra Trump.








