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Soldados israelenses matam 11 pessoas em incursão militar na Cisjordânia

Em 2023, 354 palestinos foram mortos no território, a maioria em confrontos armados com tropas e colonos de Israel

Internacional|Do R7

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Tropas israelenses fazem incursão militar na Cisjordânia
Tropas israelenses fazem incursão militar na Cisjordânia

Pelo menos 11 palestinos foram mortos na madrugada desta sexta-feira (3) em confrontos com tropas israelenses em diferentes partes da Cisjordânia, onde mais de 146 palestinos já morreram em choques com Israel desde o início da guerra com o Hamas em Gaza.

Cinco deles morreram em um ataque em Jenin, um dos centros de resistência no norte da Cisjordânia; três em Hebron, um em Nablus e dois na área de Ramallah — um no campo de refugiados de Qalandia e outro na aldeia de Budrus —, segundo dados do Ministério da Saúde palestino.


A Cisjordânia vive sua maior espiral de violência desde a Segunda Intifada (2000-2005) e pelo menos 354 palestinos já foram mortos, a maioria deles terroristas em confrontos armados com tropas e colonos israelenses.

Em Jenin, unidades especiais secretas do Exército israelense infiltraram-se na cidade, seguidas por veículos militares que irromperam de várias direções, segundo informou a agência oficial palestina “Wafa”, o que provocou confrontos com milicianos locais.


“Estouraram confrontos em vários bairros da cidade, especialmente em torno do campo de refugiados de Jenin, durante os quais as forças de ocupação israelenses dispararam munições reais, granadas e gás lacrimogêneo”, detalhou a “Wafa”.

As autoridades palestinas identificaram os mortos em Jenin como Nabil Jarrar, de 17 anos, Salim Zyoud, de 22 anos — ambos vítimas de ferimentos de estilhaços em todo o corpo —, e Mahmud Abu al Nada, de 26 anos, que morreu com um tiro direto na cabeça; enquanto Suleiman Steiri, de 31, e Ibrahim Mustafa, de 26, morreram horas antes devido a ferimentos de bala.


No campo de refugiados de Al Fawar, na área de Hebron, no sul da Cisjordânia, morreram Wadi Al Najar, de 33 anos; e Mohamed al Azza, de 36 anos; devido a confrontos armados e fogo cruzado durante uma operação israelense.

Além disso, Zuhair Zayed, de 29 anos, morreu em Qalandia, um campo de refugiados localizado entre Jerusalém e Ramallah; e Asim Ramadan, de 19 anos, foi vítima dos confrontos que eclodiram em Nablus quando o Exército israelense demoliu a casa de Khaled Jarush — filho do autor de um ataque em Huwara — no último mês de fevereiro, no qual matou dois colonos.


No seu pico de tensão mais elevado em quase duas décadas, a área também viu a proliferação de novos grupos terroristas, que realizam cada vez mais ataques e deixaram 35 mortos do lado israelenses, a maioria deles colonos, cinco deles menores, mas também cinco militares.

O Exército israelense disse que as suas tropas prenderam 37 palestinos em ataques noturnos na Cisjordânia, incluindo 17 suspeitos de terem ligações com o Hamas.

Desde o início da guerra, os militares intensificaram os ataques e prenderam 1.260 palestinos, incluindo 760 que alegam ser filiados ao Hamas. Além disso, 146 morreram nos confrontos armados que eclodiram, pelo menos sete assassinados por colonos.

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